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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E o Haiti?

Bom quem se importa com o Haiti não é mesmo, e daí que eles estão sofrendo uma desgraça horrível, e daí que morreram muitos, que crianças ficaram órfãs, que pessoas passam fome? Quem se importa com isso quando a prova do líder é de resistência? Danem-se os haitianos que sofrem, importante mesmo é ver a @twittess (ou seria a Téssalia?) fora do BBB porque ela é enjoadíssima. Que morram os haitianos e seus terremotos, to nem aí. Tenho mesmo é que tirar uma foto de calcinha porque hoje é o #lingerieday e tenho que ter um avatar digno pra conseguir muitos seguidores através do meu corpo, quem se importa com meu cérebro, né mesmo?
Agora vai um humorista fazer piada comigo, com a minha falta de cultura, com a minha erotização, com a verdade. Aí o País para, todo mundo quer xingar o humorista, quer se mostrar patriota... Que vergonha!!!!
Somos hipócritas, vivem sob um estereótipo que nos guia mas nos aborrecemos se nos apontam o mesmo, queremos saber de samba, suor e cerveja apenas (e BBB é claro) mas se nos acusam disso, ficamos agressivos. Esse é o Brasil... E o Haiti? Que se dane o Haiti, hoje é dia de prova do líder!

That’s all Folks!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A gente nunca esquece...

E quem esquece o primeiro amor? Do meu eu lembro com detalhes, chamave-se Luciano, fisicamente me lembrava o Jerry (aquele do desenho com o Tom) e a voz era igual a do Mickey (Sras e Srs acho que temos um padrão aqui rs), estudávamos juntos e ele foi meu primeiro amigo menino. Mas nunca me declarei, afinal eu tinha 8 anos e o tempo encarregou-se de nos separar, tem dia que me pergunta onde (ou seria aonde?) ele está, se casou, se tem filhos, se lembra de mim...mas não é desse amor que eu vou falar não (se bem que eu já falei, rs)

Há alguns dias citei que amo e odeio programas de TV com uma intensidade ímpar e sei exatamente quando e onde começou essa “doença”, quando eu tinha 9 anos (lá pertinho da época do Luciano mas aqui o grande amor já era outros rs) estreou uma novelinha para crianças na TV, chamava-se Chiquititas e ia ao ar as 19 hs/20 hs no SBT, era uma unanimidade entre as crianças e eu não era diferente dos meus amiguinhos e amava, sabia todas as músicas, coreografias e tinha um casal preferido (acho que foi aí que me tornei uma shipper maníaca =P), eram eles a Vivi (Renata Del Bianco) e o Mosca (Pierre Bittencourt). Ela saiu logo na segunda temporada mas sua cena final me fez dar gritos e pular no quarto feito louca, afinal eu tinha 10 anos e eles estavam dando uma baita beijão na boca. Depois disso o tal rapaz com nome de inseto se tornou um Don Juan mirim e pegou basicamente 70% das meninas que passaram pelo orfanato e adjacência e eu sempre odiava cada uma delas já que a Vivi era a minha favorita mesmo estando longe do orfanato! O resumão da novelinha foi só pra explicar como eu me sinto, sempre que falo com a Renata via Twitter ou Formspring.me, ela fez parte de algo importantíssimo para minha vida, ela beijou meu primeiro “namorado famoso” (depois do Pierre vieram o Marcio Garcia, o Rodrigo Santoro, o Leo DiCaprio, o Joshua Jackson, o príncipe William...) e agora ela está ali acessível a mim por alguns cliques.

No começo morria de medo de me decepcionar, ver que a musa da minha infância não é como eu idealizei mas depois percebi que ela é melhor, porque é gente como eu, de carne e osso. E estou feliz por ver que as pessoas da TV são gente de verdade, tem defeitos, se aborrecem, se entristecem, iguaizinhos a mim!

Vou continuar sendo fã dela, da personagem, do shipper (em 1998 já existia a palavra shipper?), da novelinha e da minha infância. Que foi perfeita e não volta mais!!!

That’s All Folks!


domingo, 17 de janeiro de 2010

Vamos cantar?

Então, desde ontem eu estou com uma música na cabeça. E tenho quase certeza que a razão é porque a letra rem um trecho sacana e cá entre nós, eu me divirto com um cadinho de sacanagem na vida! A música é da rainha mor da música nesse país, Rita Lee. Vamos combinar que todas as músicas dela tendem a ser ótimas mas uma que na letra diz: "Me vira de ponta a cabeça, me faz de gato e sapato, me deixa de quatro no ato, me enche de amor" merece muito atenção porque, né? A letra tem tanta sacanagem quanto uma letra da Gaiola das Popozudas só quem com a classe que só mesmo cantoras com a classe de Madame Lee teriam. Então vamos relaxar, extravar e nos divertir ao som de Lança Perfume!


sábado, 16 de janeiro de 2010

Fala sério, mãe...

Tomei a liberdade de usar o título do livro de sucesso da tijucana Talita Rebouças para intitular também a postagem do blog dessa humilde suburbana!

Vamos ao desenrolar da história, minha mão aos 22 anos (idade que eu estou prestes a completar) deu a luz a mim e 22 anos depois continua só comigo mesmo, mas por eu ser menina (ou mulher como preferirem) ela achou que poderia viver em mim e conseguiu enquanto eu era pequena e não pensava, durante os anos em que eu fui formando minha personalidade a coisa foi tomando outros rumo. Lembro nitidamente que por volta dos meus 10/11 anos de idade a desculpa por eu discordar dela era “Depois que você foi estudar no CVF tá outra pessoa” e eu saia batendo o pé porque não tinha nada nem ninguém me influenciando, e o tempo foi passando eu fui ficando cada vez mais diferente e distante dela, nossas brigas não eram tão frequentes, mas eram sempre sinistras e sempre terminavam com ela fingindo que nada aconteceu. Eu continuei crescendo, virando eu mesma e aprendendo a ser gente e ela não gostando da pessoa que eu sou já que não sou ela, e a desculpa ia mudando “Depois que você passou a andar com fulana e sicrana você mudou”, “Depois que fez 15 anos tá achando que é adulta, tá outra pessoa” e é sempre assim, a culpa sempre era dos lugares que eu freqüentava das pessoas com quem eu andava, ela nunca se deu o trabalho de perceber que basicamente essa sou eu, aceite-me e ponto final!!! A coisa piorou desde que parei de estudar e ela parou de “trabalhar” fora, ficamos as duas o dia inteiro em casa e como somos bem diferentes (Eu sou do tipo que prefere acordar arrependida e ela do tipo que prefere ir dormir com vontade) as brigas explodem o tempo inteiro. Ela é submissa de mais a tudo, isso me aborrece e BRIGA; eu gosto de sair, bater perna, falar besteira e ela não, daí BRIGA; eu gosto de falar sobre sexo (fazer também mas né? A religião proíbe então eu seguro a periquita rs) e ela é toda cheia dos tabus aí ela me ignora, muda de assunto enquanto eu falo e adivinha só ... BRIGA!!! ; eu gosto de política e sempre quero trocar informações sobre o assunto em casa e ela quer falar de coisas sem importância e bom isso não dá briga mas me frustra e aí qualquer outra coisinha termina em briga...

Engraçado como eu comecei esse post achando que teria uma conclusão mas não tem, né? Mãe e filha dividindo a mesma casa vai ser assim mesmo, o que fazer é me acostumar e period!

That’s All Folks!


Agora vai?

Tenho carinho de mais por esse blog, acho fantástica a ideia de que meus pensamentos e devaneios possam ser lidos por todos que tem acesso a internet. Mas sou meio (ou completamente?) afobada e sempre que percebo que estou dando meu sangue (seria isso um exagero?) por um espaço sem visitas, eu broxo e largo de mão!!!

Hoje decidi reformar esse lugar, mudei o domínio, o título, o template...mudei tudo!!!! E vou começar de novo, a gritar e falar sozinha na esperança de que alguém passe por aqui distraído e ouvindo minha voz para e preste atenção no que eu digo, quem sabe não consigo uma singela meia dúzia de leitores?

Vamos pro jogo!!!!

That’s All Folks!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Anatomia da Meredith

Pelo título até parece que vou postar algo com cunhos homossexuais, mas não é bem assim. Vou usar esse espaço, hoje, para discutir (ou monologar) televisão e sua mania de viciar as pessoas. Eu mesma sou uma fã confessa da caixinha de elétrons, tenho sempre uma série nova pra acompanhar e na mesma proporção que gosto, tem sempre aquela que não suporto e há alguns anos esse posto é ocupado pelo Seattle Grace e seus médicos ebulindo em hormônios. A implicância com a dita série começou na verdade porque a mesma brigava pelo primeiro lugar no “IBOPE” com CSI, até então a minha menina dos olhos, e eu achava um absurdo uma série razoável como Grey’s ter mais audiência do que a 7ª e mais perfeita temporada da melhor série do mundo. Quando comecei a assistir com olhares mais críticos, fui percebendo que realmente a série não diz a que veio, o hospital serve apenas de cenário para um relacionamento ioiô de dois adultos que se comportam como se tivessem 17 anos e meio. Personagens entram e saem, mudam de orientação sexual, de opinião e de parceiro com a mesma velocidade (algumas vezes até mais rápido) que o Silvio Santos muda o horário da sua programação! Particularmente, prefiro séries com histórias de amor gostosas, lentas, bem trabalhadas e que me levem a amar junto. Amores como o Grissom e Sara (CSI), Chandler e Monica (Friends), Penny e Leonard (The Big Bang Theory), Finn e Rachel (Glee) e até mesmo no quesito troca de casal Joe e Pacey (Dawson’s Creek). Meredith, sua cara de tonta e aquele hospital que deveria ser especializado em DSTs não me agradam e não deveriam agradar a ninguém! Mas quem sou eu pra optar no que as pessoas assistem, né? Eu sou fã daquele série sem pé nem cabeça aonde as pessoas estão presos em uma ilha tropical com ursos polares, cavalos, monstros de fumaça e até o Rodrigo Santoro.

That’s All Folks!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Óculos Cor de Rosa

Decidi que em 2010 seria uma pessoa otimista, sempre esperando o melhor das coisas. E qual não foi a minha surpresa quando no 7º dia do ano meu otimismo já tenha dado lugar a lágrimas, gritos e muitas lamentações.

Já no 2º dia do ano, meu otimismo começou a aborrecer, fui acusado de viver em mundo cor de rosa, de ser otimista por não ter problemas, por ser uma princesinha intocada, mas muito pelo contrário, decidi ser otimista porque tenho muitos problemas e as lamentações já não estavam mais me adiantando de nada! Decidi que ser feliz, acima de qualquer coisa, era mais fácil e mais cristão!! Mas quem disse que é assim que funciona?

A ideia toda parece bem simples, basta ter pensamento positivo, procurar sempre o lado bom, e achar algo de bom em qualquer situação. O grande problema é que não vivo sozinha no mundo, e tem sempre alguém pra drenar meu bom humor, minha felicidade, meu otimismo. Tem sempre alguém pra ignorar meus acertos e apontar somente os erros. Tem sempre alguém que prefere ser o grande vilão a ser o coadjuvante boa praça da história em que eu sou a protagonista.

Tem hora que dá vontade de mandar tudo (o otimismo, o bom humor, o cristianismo) as favas e viver de acordo com o mundo canibal que tenta me engolir, mas aí paro, me acalmo, relaxo e penso bem...ser cristão não é fácil, então que venham os problemas. No começo vou mesmo recebê-los com lágrimas nos olhos, mas aos poucos a força que vem de Deus vai me ajudar e, quem sabe, no 365º dia desse ano eu já estarei esperando e enfrentando aos problemas com a calma e a paciência que Cristo quer de mim!!

Feliz 2010!