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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A gente nunca esquece...

E quem esquece o primeiro amor? Do meu eu lembro com detalhes, chamave-se Luciano, fisicamente me lembrava o Jerry (aquele do desenho com o Tom) e a voz era igual a do Mickey (Sras e Srs acho que temos um padrão aqui rs), estudávamos juntos e ele foi meu primeiro amigo menino. Mas nunca me declarei, afinal eu tinha 8 anos e o tempo encarregou-se de nos separar, tem dia que me pergunta onde (ou seria aonde?) ele está, se casou, se tem filhos, se lembra de mim...mas não é desse amor que eu vou falar não (se bem que eu já falei, rs)

Há alguns dias citei que amo e odeio programas de TV com uma intensidade ímpar e sei exatamente quando e onde começou essa “doença”, quando eu tinha 9 anos (lá pertinho da época do Luciano mas aqui o grande amor já era outros rs) estreou uma novelinha para crianças na TV, chamava-se Chiquititas e ia ao ar as 19 hs/20 hs no SBT, era uma unanimidade entre as crianças e eu não era diferente dos meus amiguinhos e amava, sabia todas as músicas, coreografias e tinha um casal preferido (acho que foi aí que me tornei uma shipper maníaca =P), eram eles a Vivi (Renata Del Bianco) e o Mosca (Pierre Bittencourt). Ela saiu logo na segunda temporada mas sua cena final me fez dar gritos e pular no quarto feito louca, afinal eu tinha 10 anos e eles estavam dando uma baita beijão na boca. Depois disso o tal rapaz com nome de inseto se tornou um Don Juan mirim e pegou basicamente 70% das meninas que passaram pelo orfanato e adjacência e eu sempre odiava cada uma delas já que a Vivi era a minha favorita mesmo estando longe do orfanato! O resumão da novelinha foi só pra explicar como eu me sinto, sempre que falo com a Renata via Twitter ou Formspring.me, ela fez parte de algo importantíssimo para minha vida, ela beijou meu primeiro “namorado famoso” (depois do Pierre vieram o Marcio Garcia, o Rodrigo Santoro, o Leo DiCaprio, o Joshua Jackson, o príncipe William...) e agora ela está ali acessível a mim por alguns cliques.

No começo morria de medo de me decepcionar, ver que a musa da minha infância não é como eu idealizei mas depois percebi que ela é melhor, porque é gente como eu, de carne e osso. E estou feliz por ver que as pessoas da TV são gente de verdade, tem defeitos, se aborrecem, se entristecem, iguaizinhos a mim!

Vou continuar sendo fã dela, da personagem, do shipper (em 1998 já existia a palavra shipper?), da novelinha e da minha infância. Que foi perfeita e não volta mais!!!

That’s All Folks!


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