Páginas

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aquele que tem um amigo tem um tesouro.

Bonito esse título, né? Tudo haver com aqueles cartõezinhos que as pessoas mandam no orkut, mas eu tirei da Bíblia. Pois é, são 4 anos de catolicismo impregnado e ainda uso a bíblia como referencial em algumas coisas, e não sei ao menos se algum dia isso vai mudar. Mas, estou fugindo do foco do texto, então voltemos a ele.

Como eu disse no post anterior eu preciso dar uma arrumada nas minhas gavetas internas para que as coisas que estão bagunçadas parem de se esbarrar e me permitam fazer coisas simples, e como disse também a faxina começaria ainda esse ano e achei que agora seria um bom momento.

Pra começar esse post vou explicar uns trechinhos do outro post e daí sigo com o post novo:

Tô sentindo que se eu não falar logo eu vou explodir, ou melhor, vou implodir.
Estou numa fase que seguro as coisas só pra mim e não divido os meus aborrecimentos com os outros por medo do que as pessoas vão achar, como vão reagir e se continuar assim vou "explodir pra dentro" e ao invés de conseguir seguir em frente vou passar o resto da vida engolindo sapos parada no mesmo cantinho (que é solitário e frio).


Principalmente quando eu tenho que ficar com tudo trancadinho, cada um na sua gaveta.
Eu não tenho que coisa nenhuma, né? Eu quero, e ter consciência disso é um passo importantíssimo, porque eu não tenho que manter os problemas guardados para não aborrecer os outros ou com medo de que eles julguem o que eu faço como mimimi, mas mesmo sabendo disso acabo sempre cometendo o ato falho de achar que tenho que trancar tudo, que meus problemas são só meus e ninguém tem nada com isso.

gasto todas as minhas energias pra esconder o que está tentando sair e isso me impede de fazer outras coisas
Tipo dormir! São 1:02h de uma segunda-feira e olha eu aqui no blog porque enquanto tentava dormir fui pensando no cabeçalho desse post e em alguns desses problemas.


Agora porque eu expliquei isso antes de "começar" o post? Simples: Porque eu não tenho amigos.
Que frase triste, né? Se quem tem amigos tem tesouros, quem não tem é um ser humano bem deprimente (Ou bem deprimido, no meu caso). Agora aqui começa um paradoxo, eu sou amiga de algumas poucas pessoas, mas essas pessoas, não são minhas amigas. E dói de mais assumir isso, assim em "voz alta".
Já pensei em chegar pra essas pessoas e dizer o que eu penso, mas tenho medo de perder a pseudo-amizade que elas me oferecem, e isso eu tenho noção de que é uma das coisas mais deprimentes que eu faço no momento, preferir migalhas de amizades a nenhuma amizade.

Migalhas, é isso que eu sinto que tenho. Ninguém está ali quando eu preciso, na verdade quando eu mais precisei, no começo desse ano, só uma pessoa me estendeu a mão e a pessoa era uma ex catequizanda. Só ela! Não estou a menosprezando, muito pelo contrário a partir daquele momento ela se tornou muito mais especial na minha vida do que pode imaginar, mas das pessoas que esperava um mínimo de apoio, porque apoiei e vou sempre apoiar quando estiverem precisando, NADA! NADINHA MESMO! Nem um: "Que barra hein"! Foi ali que eu percebi que se minha vida entrasse no apocalipse que estava sendo anunciado eu ia estar SOZINHA! Foi ali também que decidi que estava na hora de deixar a igreja como uma experiência legal, mas do passado. Foi ali que minha vida mudou, não exatamente a mudança que eu queria, mas uma mudança.
Que merda foi aquilo pra mim, no momento em que eu vi tudo que eu achava ser real na minha vida desmoronando diante dos meus olhos eu percebi também que quando acabasse de cair o último escombro eu ia estar sozinha e como aquilo me doeu, foram vários golpes, um em cima do outro. Mas quis Deus/a sorte/o destino/ a vida que o terremoto 9.2 na escala richter só balançasse as estruturas e não destruísse nada (só a mim).
Uma outra situação que me fez só confirmar foi a que marquei com uns dois dias de antecedência de ir visitar uma pessoa porque estava com saudade, queria vê-la,e no dia que iria pela manhã fui convidada a ir mais tarde porque ela queria visitar uma amiga. Qualquer outra pessoa desmarcaria, mas aquela seria a minha única chance nos próximos meses e fui mesmo assim e aí? Fiquei cerca de 10 minutos parada na portaria até alguém chegar e me por pra dentro. Mágoas ficaram claro que sim, mas não reclamei, de nada...me contentei com as migalhas.

E porque me contentar com migalhas? Bom porque talvez eu sinta errado, talvez eu apenas esteja esperando de mais das pessoas, talvez não seja migalhas, existe sempre a chance de que as pessoas simplesmente não estavam no momento de se dar, de me dar atenção, talvez quando o terremoto abalava as estruturas da minha casa, a casa deles era destruída por um tufão, talvez a pessoa que foi visitada estivesse passando por um momento difícil e precisava daquela visita, naquele momento...talvez, é sempre bom pensar no melhor, né? Eu prefiro assim, o mundo é mais bonito quando o vemos com óculos cor de rosa. Talvez também eu não seja tão boa amiga assim e esteja oferecendo aos outros somente migalhas, quem é que vai saber? Eu só imagino...

Desde aquela fatídica segunda-feira de carnaval quando meu mundo desabou na minha cabeça eu estou sendo só uma sombra de mim, antes disso eu já não estava muito bem, mas depois daquilo eu perdi meu chão, meu porto seguro, minha sanidade mental foi tudo embora! E foi depois dali que não sei se sinto que me oferecem migalhas por eu estar mais necessitada de atenção ou se foi dali que eu percebi que só me oferecem migalhas. Só o tempo irá dizer.

Eu tenho mais pra falar desse assunto, MUITO, MUITO MAIS! Mas eu vou encerrando por aqui, por enquanto.

That's All Folks




"Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me fragil
Faz me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu as vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil"

Nenhum comentário:

Postar um comentário