Páginas

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A difícil arte de levantar uma bandeira

Quando você assume a ideia de assumir e defender publicamente uma opinião é preciso ter muito cuidado, afinal você passa a ser a referência de muita gente naquele sentido.
Lembro-me da Ivete Sangalo, que durante a gravidez defendia o direito ao parto normal e levantou bandeira e na hora H agendou sua cesária. Ora bolas, se não tem coragem de entrar em campo, pra que vestir a camisa?
Mas o papo aqui não é parto e nem a Ivete Sangalo, é igual sexual, sexo casual, feminismo e outras coisinhas.

Em um dos meus dias de moradora do twitter, vi um tweet da Lele Siedschlag (@alesie) falando sobre uma das matérias mais faladas do Globo.com naquele dia, uma tal "nova Bruna Surfistinha" e naquele dia a Lele mostrou o twitter da moça (@vidadeleticia) e eu, curiosa que sou, fui atrás. Do twitter dela ao blog foram 2 cliques, e do blog a comprar a ideia que ela passava foram dois ou três posts.

Opa vamos deixar claro aqui, comprar a ideia não é querer fazer o mesmo, e sim defender o direito que ela tem de fazê-lo. Quanto mais via blogueiros e grandes veículos da mídia a atacando, entrevistas com falas Letícias indo ao ar ao vivo na Rádio Globo, mais eu achava que ela tinha mesmo que chutar o pau da barraca e mostrar que ela podia dar pra 100, 200, 958 homens em um ano e NINGUÉM tinha nada com isso. Deixa a moça levantar a bandeira da liberdade sexual, deixa ela mostrar pra todo mundo que mulheres tem direito ao sexo casual tanto quanto os homens. Até porque se só os homens fizerem sexo casual, as mulheres vão estar sempre sofrendo, né?

Mas aí a Letícia começou a namorar. E agora, José? Como pregar o desapego, o ninguém é de ninguém, o sexo sem compromisso quando se está em um compromisso?

Bom isso é o que a Letícia vai precisar descobrir e os leitores acompanhar. Vão ter aqueles que vão xingar, reclamar, espernear e os que vão deixar de ler.

Eu criei duas TEORIAS! Duas coisas que se passaram pela minha cabeça. E me condem e processem, mas acho que pensar ainda é um direito que eu tenho.

Vamos?

Teoria 1: O tal namorado sabe que a mulher que ele namora é a alma da Letícia Fernandez e ser o homem que domesticou a mulher que queria dar pra 100 homens deve ser envaidecedor. E talvez ela tenha se tornado um troféu.

Teoria 2: As pessoas que diziam que essa necessidade de fazer sexo com 100 homens era o jeito de preencher um vazio interior, estavam certas. E ela estava realmente apenas procurando um homem que valesse a pena transar 100 vezes.

Pode ser que minhas duas teorias estejam erradas, pode ser que as duas estejam certas, pode ser que só uma esteja certa. Mas como dito lá em cima, são apenas teorias, coisas que passaram pela minha cabeça. Que direito eu tenho de opinar? Bom, ela levantou uma bandeira não foi?


That's All Folks


Nenhum comentário:

Postar um comentário