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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nem complicado de mais e nem tão simples assim...

Você planeja toda sua vida, escolhe quando e onde as coisas devem acontecer e vai levando, tentando (ou nem tanto) encaixar sua vida real dentro da vida planejada. Mas aí um curva virada errada em Calcutá e pronto, mudança de planos...mudança de tudo.
Eu por exemplo, planejava me casar (ou me ajuntar, sei lá) em 2014, ano que terminaria a faculdade e ter o primeiro de 3 filhos em 2015, o segundo em 2017 e o último em 2019...de dois em dois anos pra eles crescerem juntos. Então esse ano eu arrumaria um namorado e teria dois anos pra convencer ele a casar, iria reformar a casa dos fundos, comprar mobília e com sorte até o fim do ano que vem já estaria morando lá, sozinha....não ia morar lá depois de casada, talvez só no começo, mas depois me mudaria pra Niterói, meus filhos cresceriam em São Francisco, de frente pro mar, longe dos avós, mas visitariam todo fim de semana, um fim de semana nós viríamos pra cá, no outro eles iriam pra lá. Tudo hiper planejadinho, só precisava me ater a isso.
Mas aí eu fui viajar pra Salvador, curtir minhas férias, relaxar, esquecer que minha vida tá um caos, que eu tava querendo morrer e essas coisas. E esqueci! Esqueci de tudo, inclusive da responsabilidade...e pronto! Duas semanas depois de voltar pra casa, percebo a menstruação atrasada, é carnaval...teste de farmácia, dois tracinhos, positivo...
Pronto! Mudaram todos os planos, mudou-se tudo.
Mas, a coisa não é tão complicada assim, afinal meus pais me apoiaram 100%, o pai do bebê não fugiu, minha família toda se empolgou, eu ganho razoavelmente bem no meu estágio, as coisas poderiam ser absurdamente piores.
O problema todo é que não é só isso, não é tão simples assim. Durante a gravidez tudo passa a ser muito, tudo é muito engraçado, muito triste, muito irritante, muito cansativo....é tudo MUITO! E eu ando assim, muito carente, muito irritada, muito chorona, muito angustiada, muito preocupada com minhas habilidades maternas...e é aí que o bicho pega. Porque eu quero falar - muito - sobre isso e todas essas pessoas super me apoiando não tão lá muito a fim de ouvir, ou ocupados, ou sem interesse ou achando minhas aflições bobagens e isso cansa. Aí tem sempre um pra dizer "Não se aborreça, você não pode se aborrecer." Prático, né? Afinal todo mundo que se aborrece, faz porque quer. Que ideia! Ora bolas, se eu me aborreço não é por vontade minha, é por causa das circunstâncias.
Enfim, parei por 24 horas de escrever esse post e  ideia inicial meio que se perdeu, então vou encerrando por aqui...

That's All Folks

sábado, 14 de abril de 2012

Não é fácil...

Faz exatamente uma semana que eu, sentada nesse mesmo lugar, escrevi um post sobre minhas angústias e medos relacionados a maternidade. Naquela mesma noite sofri um pequeno sangramento, fui para o hospital e tive todo apoio dos meus pais e do pai do bebê, eles estavam lá pra mim, naquele momento difícil e isso é ótimo, o que é complicado é que na gravidez a gente fica delicada, sensível e todo momento é difícil.
Hoje eu não estou sozinha, meu pai está na sala vendo TV, minha mãe na cozinha fazendo bolo, mas mesmo assim eu me sinto só, quero chorar, mas tenho medo dessa angustia ter sido a causa do sangramento e só a ideia de perder sangue de novo, de correr de hospital em hospital, de sofrer enquanto não vejo meu pequeno se mexendo, ouço seu coraçãozinho batendo e sou obrigada a forçar pensamentos felizes...isso é difícil, é quase impossível.
Enfim...era só um desabafo, pra aliviar meu lado...pra eu não explodir!!!!

sábado, 7 de abril de 2012

Pregnancy Brainstorm

As vésperas de completar 12 semanas de gravidez minha ficha vai começando a cair, vou começando a perceber que isso não é uma fase e que de outubro em diante eu vou ter um filho (ou filha) pro resto da vida. E eu vou começando a ficar com medo: Medo de ter passar por isso tudo sozinha, medo de não dar conta, medo de ser péssima mãe, medo da maternidade me atrapalhar na faculdade, medo de ter que abrir mão dos meus planos pro futuro...medo!
E aí eu choro, choro muito, porque se normalmente já sou intensa, com meus hormônios em ebulição é intensidade de mais. É foda!

Tenho certeza que aos poucos os medos vão diminuir, que se eu precisar fazer isso sozinha vou fazer e fazer bem, que vou conseguir me formar, fazer minha Pós, ter meu (s) consultório (s) e que só preciso de tempo pra me habituar com tanta novidade, mas por enquanto eu vou seguir ouvindo música triste, chorando e tentando entender pra onde minha vida está indo. Tenho certeza que assim que eu reconhecer o caminho vai ficar mais fácil....tenho até outubro, e depois disso a vida toda pra tentar acertar.


That's All Folks