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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Insano

Ontem conversando com as meninas do BBC acabei fazendo a comparação da gravidez com o brinquedo "Insano" do Beach Park. Entrei na fila toda empolgada, tirando onda com a galera que não quer entrar e dizendo que minha descida ia ser o MÁXIMO! "A sensação de quase morte deve ser o maior barato", animadona na fila, empolgada, imaginando que legal seria contar essa experiência pros frouxos que não tiveram coragem ou pra quem nunca foi ao parque...aí chega minha vez e eu olho lá de cima o tanto que eu vou descer e...e...



eu arrego, oras...não desço nem fudendo...tá louco? Melhor ir pra piscina de ondas, vai ser mais legal e tranquilo....

A gravidez foi mais ou menos isso. Desde o começo eu estava certa que quero um parto normal, primeiro porque em 40 dias eu tô pronta pra outra (na teoria, na prática vou precisar de uns 3 anos), depois porque tem um medo do cão de cirurgias e não vou fazer uma sem necessidade. Minha opinião em relação a isso não mudou, quero parir mesmo, sentir contração, fazer força, ficar suada, descabelada e exaurida e esquecer isso tudo na hora que olhar o rostinho do Igor, só não estou com pressa pra isso...se ele pode ficar mais umas 4 semanas aqui, pra que a pressa não é mesmo? (Tô arrengando BONITO) Mas o mais complicado, o mais difícil pra mim é que a descida desse insano é eterna, o parto é só o começo e depois? Eu vou ter um recém-nascido de verdade, com umbigo e tudo mais pra cuidar...como? Não sei dar banho em recém-nascido, nunca cuidei de um umbigo, fralda de coco eu posso contar nos dedos quantas troquei, tenho todo o conhecimento teorico de como educar uma criança, mas na prática sei de nada, terei que lidar com a minha mãe achando que o filho é dela (falarei mais sobre isso, logo), tenho faculdade pra fazer, mestrado pra cursar, trabalho pra arrumar, estágio obrigatório no SPA e se eu não der conta de ser boa mãe? Como eu faço? A quem eu recorro? Não dá mais não descer eu posso ir deixando algumas pessoas passarem na minha frente (ou melhor ir torcendo pra isso), mas minha descida é obrigatória. Eu tô ansiosa pra ver o rostinho dele, MAS estou INSANA com o que vem  depois... Medo gigante de não dar conta...gigante!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Daora a vida

Acordei as 5:30h num frio lazarento, travei o despertador e  voltei pra cama, menos de 5 minutos depois minha mãe estava na porta me chamando (tenho de me lembrar de NUNCA deixá-la saber que horas eu tenho que levantar), e me informando que meu pai iria me levar a consulta. Levantei, tomei banho, tomei café e saímos. Não eram nem 7h e já tinha criança na rua pegando doce...no frio...cheguei no posto, aferiram minha pressão, me pesaram e eu fiquei sentadinha esperando a Dra. Luciana, tinham 4 grávidas na minha frente. Deu 8h e a Dra não chegou, e o número de grávidas só crescia...então, as 8:20h a enfermeira atendeu uma ligação e ficou fazendo cara de "ih vai dar merda" e se trancou na salinha com a secretária...e veio a bomba! A Dra Luciana só poderia estar lá para o turno da tarde, então haviam duas opções: Esperar até meio-dia OU transferir a consulta pra terça feira....Ai que ódio!!!!!! Vontade de quebrar tudo!!!!
Respirei fundo, contei até 6.758 e educadamente pedi que me transferissem para terça-feira. Vim pra casa pensando em como iria estar as 10h em Olaria e as 10:20h no Cachambi pra fazer prova de Psicofisiologia. Por sorte ou providência Divina, consegui alterar a minha prova pra 16:20h...o que significa que se minha tia quiser sair pra comemorar o aniversário da minha vó, eu não vou poder, mas pelo menos não perco a minha prova...
E agora eu quero me aboletar na cama e dormir...


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Quarto...

Ontem a noite o quarto do Igor ficou, finalmente, oficialmente pronto.


No sábado saímos para comprar a folha adesiva para imprimirmos os desenhos e colarmos na parede. Nas duas primeiras tentativas de impressão minha impressão entrou numa de não imprimir e perdermos 2 das 20 folhas que tinhamos pra usar, mas depois da tensão inicial a impressora entrou na brincadeira e as impressões começaram a sair e começou a brincadeira de recortar. A princípio só o pai dele e a minha mãe recortavam, aparentemente eu não sei cortar...



Depois de recortar todos os desenhos começou a parte legal, colar na parede, mas como meu filho tem pai extramente metódico ele deu umas ajeitadas nas coisas, passando canetinha no que ele achava que não estava bom.



No sábado depois da meia noite (tecnicamente nas primeiras horas de domingo) o quarto ficou pronto, ou assim eu pensava.


Como eu disse, o pai do meu filho é metódico, e começou a dizer que faltava algo para fechar um desenho que pra mim estava perfeito! No domingo levantamos super tarde e minha mãe veio no quarto ver o desenho pronto.e rapidamente entrou na onda de que realmente faltava alguma coisa e então com 3 folhas adesivas, 1000 folhas de ofício comum e disposição recomeçamos todo o processo, escolher novos desenhos na internet, editá-los no photoshop, imprimir, cortar e colar....torcendo pra impressora não dar zica.
Finalmente me deixaram pegar na tesoura!



E por volta das 18h de domingo o quarto estava pronto, pela segunda vez.





Ou melhor, eu achei que o quarto estava pronto, pela segunda vez...porque faltava um desenho grande e sólido pra fechar (eu já disse que o homem é metódico?). E fomos procurar algo grande e sólido pra preencher o espaço vazio...e veio o submarino. Um submarino grande, que gastava 4 folhas, e seria complicado montá-lo lá em cima da parede, então o submarino foi montado no chão e como ele era imenso foi no ofício mesmo e colado na parede com cola de isopor.

Era essa a foto que não podia postar por causa da barriga de fora? Não sei...


E então, ontem já nem lembro mais que horas o quarto FINALMENTE ficou pronto de verdade. E vamos combinar, valeu a pena a espera.
Aquela assinada marota pra deixar claro que foi ele quem fez.

VERSÃO FINAL


Como não se apaixonar por esse quarto?
Bom, é isso...


sábado, 22 de setembro de 2012

Grandes e Pequenas Mulheres

Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulher pequena.


(Martha Medeiros)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A segunda primeira vez

Hoje estávamos falando sobre parto no BBC, vendo vídeos de parto e partilhando nossos medos e preocupações, até que a Dany levantou a bola. "A Dita Cuja volta ao normal?" e a Mi veio com a notícia "ruim".



Como assim dói mais que a primeira vez? Tudo bem que a minha primeira vez não doeu tanto, na verdade eu só queria que acabasse logo, não queria que o primeiro fosse o primeiro, não queria me lembrar dele pra sempre como o primeiro, mas já tinha começado e não dava pra parar. Mas enfim...
Então depois de passar 40 dias no zero a zero, tem que arrumar um tempinho entre uma mamada, uma troca de fralda e um soninho do bebê pra voltar a ativa e eu ainda vou sentir muita dor? Ah não, não tô preparada pra isso!!!
Mas, aí lembrei que sou perigosa e gosto muito do babado e decidi que já que vai ser a "segunda primeira vez", é só embarcar na ideia, compra uns lubrificantes, uns óleos desses que esfriam e esquentam, uma lingerie (in)decente e torce pro baby dormir o tempo todo e se joga nessa ideia. Curte o momento, aproveita a dor e embarca nessa de segunda primeira vez, faz como se fosse a primeira mesma...só que, o sexo é em dupla, né? Você precisa estar no clima e precisa que o outro também esteja, será que os homens entendem isso? Será que eles acreditam que você é "moça" de novo? Ou será que depois de um bebê sair eles acham que qualquer coisa entra, que tá "estragada". Já vi muita mulher falando que vai fazer cesárea porque o marido não quer que ela fica larga, ou que estrague o brinquedo dele....e isso meio que me frusta e me desanima.

(Ia usar uns artigos da internet e fazer um post mais informativo, mas tô desanimadinha)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Satisfações...

Estou há dois dias sem postar nada por um motivo bem simples: Não tenho assunto, ou melhor assunto eu até tenho, não tenho é inspiração pra transformá-los em postagens. Quero fazer uma postagem sobre o cafofo do Igor, um sobre cesárea, parto normal, mães super protetoras e "menas main" e um outro sobre umas coisas que andei pensando, observando e percebendo, e ainda falta um post comentando "O que Esperar Quando Você Está Esperando" que eu achei o máximo...pode ser que eles comecem a sair amanhã...vou tentar e me esforçar...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

"A vaidade quer aplauso".

Pra começar gostaria de dizer que sou ultra culta e o título é uma frase do Massimo D'Azeglio, um pintor/escritor italiano. 

Bom, ando com a auto-estima abaixo de zero. Estou me sentindo feia, gorda, desajeitada, esquisita e outras coisas nada legais, mas sempre com consciência de que isso é passageiro, o Igor vai nascer, meu nariz vai desinchar, meu cabelo vai voltar a ver química, minha barriga vai diminuir, eu vou voltar a andar direito e essas coisas. Nada aqui era eterno, até que achei elas...as terríveis e medonhas ESTRIAS. Elas são brancas e fininhas e ficam próxima do bico do peito e eu quero chorar toda vez que olho pra elas. Já mostrei as tetas pra minha mãe umas 100 vezes e ela sempre diz que não tem estria, que é coisa da minha cabeça, mas eu não sou maluca...tudo bem que eu ia tirar foto dos peitos e postar aqui, mas isso era pra provar que não sou doida.Mas,enfim...
Como me foi dito que se hidratar elas não crescem, eu tomo banho com Dove, passo o natura Dia a Dia com enxágue, hidrante da Victoria's Secret e mais Natura Mamãe & Bebê anti estria...o meu negócio é que se elas fiquem aqui, que sejam pequenas....ou eu acho que me mato. (Oh drama)

Felicidade real ou ilusória

É possível que depois de todas as dificuldades passadas por mim em 2011, que depois de tantas lágrimas derramadas, de tantos sonhos perdidos, de tanto ter o coração partido eu possa ser feliz? Será que eu faço parte das pessoas que nasceram pra isso ou estou no grupo dos que "nasceu pra sofrer enquanto o outro ri"? Eu estou feliz, mas ando com medo disso, acho que me acostumei com a infelicidade, então cada vez que fico feliz acho um motivo, uma desculpa pra abrir mão da felicidade e me entregar de novo pra tristeza. Eu dormi bem, depois de 3 noites em claro, apesar de acordar 3 vezes no decorrer da noite, consegui pegar no sono de novo, o dia tá lindo, tá tudo bem, florido, sorridente...só que eu me apego nos detalhes, nos pequenos detalhes, as vezes tão pequenos que seria insignificantes para os outros e nesses detalhes eu encontro motivo pra ficar triste. E me vem aquela sensação de que minha felicidade é ilusória, ou no mínimo, passageira e me dá vontade de mandar logo tudo as favas e voltar lá pro fundo do meu poço, porque apesar de feio e escuro é um lugar com o qual eu já me acostumei.
"São os hormônios", não, não são...conheço minha tristeza, minha auto-sabotagem, "as vozes da minha cabeça" (ou seria minha consciência) ela são minhas companheiras há mais de um ano já, e todas as vezes eu tentei sair do fundo do poço antes, ignorando essas coisas, eu voltava com mais força, então perdi a força de lutar contra elas. Esse ano as engoli uma vez só, quando fui pra Salvador, apesar de deixar meu tio doente, internado em estado grave e minha vida caindo aos pedaços no Rio, prometi a mim mesma que lá ia ser feliz, nem que fosse só lá, ia viver de corpo e alma a minha felicidade ilusória, e assim o fiz, talvez esse seja o principal motivo pra eu não acreditar na minha felicidade de agora, ou talvez eu realmente esteja vivendo apenas um momento...independente do que estiver acontecendo o certo é me jogar e ser feliz, mesmo que seja por um instante, mas tenho tanto medo de me entregar e depois sofrer, não sei se aguento mais sofrimento, não sei se ainda tenho forças pra começar de novo, já reergui a cabeça e recomecei tantas vezes que acho que minhas forças se esgotaram e tenho muito medo de esperar de mais, de querer de mais e de no fim, sofrer de mais...
Só peço força pra tentar mais uma vez, sabedoria pra fazer as escolhas certas e razões pra continuar a lutar, mesmo quando as coisas parecerem não estar dando certo.

That's All Folks

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Acorda, Alice...


Uma das coisas mais decepcionantes da minha infância foi descobrir que a viagem da Alice ao País das Maravilhas foi só um sonho. Poxa vida! Parecia um lugar tão legal...
Noite passada eu acordei também, e foi complicado sair do País das Maravilhas, as coisas lá eram mais fáceis e mais legais, poder dizer que meu filho feito dentro das condições que eu acreditava era bem mais poético...mah tá tudo bem, o mundo real é duro, feio e chato, mas é aqui que eu vivo e são nessas circunstâncias que eu tenho que basear minha vida, meus planos e memórias.
Vou me esforçar ao máximo pra abri meu coração sem me expor, ou expor outras pessoas de mais, então pode ser que algumas coisas não façam muito sentido.
Se tem uma coisa que até a mais nazista das feminista gosta é de se sentir especial, de sentir a única, a que faz a diferença, não dá pra negar isso. Não dá! É envaidecedor, é gostoso, é romântico (e toda mulher é sim, viadinha por dentro e gosta dessas coisas).
Então frases como "algo que eu queria há muito tempo", carinhos inesperados, e essas coisas dão aquela envaidecida...e você começa a se achar "especial" e acredita nessas coisas, aí o tempo passa e você acorda e descobre que o País das Maravilhas foi só um sonho e que provavelmente, tudo aquilo que você guardou na memória sobre "ser especial" na verdade eram só mais um "personagem" que teria deixado de existir no último capítulo...
Não duvido do agora, mas saber que o antes pode ter sido uma mentira é frustrante...e mais frustrante ainda é se apegar ao "se". E "se" não tivesse existido gravidez...será que?...Ai isso é péssimo, porque a resposta pode ser qualquer uma e não dá pra se viver ou conhecer todas as opções possíveis (a não ser que seja daquela planeta do alien lá do MIB III).
O jeito então é tentar engolir essas coisas e aproveitar o agora, e não me preocupar com essas coisas., e isso vai acontecer em algum momento...só não sei se hoje.
Enfim, acho que é isso...

Segunda...

Ninguém gosta de segundas...coitadas.
Acordei com Hole in My Soul do Aerosmith em looping mental (na verdade ela já está em looping desde ontem a noite) e como tô numa vibe meio deprê, isso vai ser o mais "animadinho" que vou conseguir postar por enquanto.



I'm down a one-way street
With a one-night stand, With a one track mind
Out in no-man's land
(The punishment sometimes don't seem to fit the crime)
Yeah there's a hole in my soul
But one thing I've learned
For every love letter written
There's another one burned
(So you tell me how it's gonna be this time)
Is it over, Is it over
'Cause I'm blowin' out the flame
Take a walk outside your mind
Tell me how it feels to be
The one who turns the knife inside of me
Take a look and you will find there's nothing there girl
Yeah I swear, I'm telling you girl yeah 'cause
There's a hole in my soul that's been killing me forever
It's a place where a garden never grows
There's a hole in my soul, yeah I should have known better
'Cause your love's like a thorn without a rose
I'm as dry as a seven-year drought
I got dust for tears
And I'm all tapped out
(Sometimes I feel broken and can't get fixed)
I know there's been all kinds of shoes underneath your bed
Now I sleep with my boots on but you're still in my head
(And something tells me this time I'm down to my last licks)
'Cause if it's over, Then it's over
And it's driving me insane
Take a walk outside your mind
Tell me how it feels to be
The one who turns the knife inside of me
Take a look and you will find there's nothing there girl
Yeah I swear, I'm telling you girl yeah 'cause
There's a hole in my soul that's been killing me forever
It's a place where a garden never grows
There's a hole in my soul, Yeah, I should have known better
'Cause your love's like a thorn without a rose
If it's over, It is over
'Cause I'm blowin' out the flame
Take a walk outside your mind
Tell me how it feels to be
The one who turns the knife inside of me
Take a look and you will find
There's nothing there girl yeah I swear
I'm telling you girl, yeah 'cause
There's a hole in my soul that's been killing me forever
It's a place where a garden never grows
There's a hole in my soul, Yeah, I should have known better
'Cause your love's like a thorn without a rose



domingo, 16 de setembro de 2012

Domingo...

Vou começar dizendo que o dia lá fora chega a estar nojento de tão lindo, céu azul, sol forte, calorão, seria basicamente um domingo de verão se não estivéssemos no inverno, mas mesmo assim eu tô triste...o que é estranho de mais, porque dias bonitos, geralmente me deixam feliz.
Meu dia começou as 2:56h, quando minha virilha deu um estalo (perereca crocante como diz  a Lud) e começou a me dar uma dor que beirava o insuportável, a impressão que eu tive era que alguém tentava abrir minhas pernas a força, doeu MUITO, fiz uma forcinha e sentei na cama e depois me arrastei pra fazer xixi e me arrastei de volta pra cama, liga o pc, checa o Facebook, volta pra cama, pega no sono e...Anddrezinho começa a chorar, me assustar e não consigo mais pregar a porcaria dos olhos até as 6h...
9h eu já tinha acordado de novo, a dor da virilha tinha descido pro joelho, banho, café da manhã, aquela checada marota no Facebook de novo e lavar o restinho da roupa do Igor que faltava, volto pra cama enquanto minha mãe usa o pc....
Meu pai vai "ali na rua" e liga avisando que está vindo buscar ela, ela dá piti dizendo que não vai, que tem que ir pra igreja que se ele quiser ele que vá sozinho, que se ele queria a companhia dela tinha que ter avisado antes (ele avisou ONTEM), eu espero ela acabar o show e desligar o telefone e aviso que ele avisou ontem, ela me dá aquele esporro de sempre sobre eu ter largado a igreja e fazer de tudo pra que ela largue também e bla bla bla e eu recolho a minha insignificância, hora de apesar do calorão e do solzão tomar banho e ir pra rua...já que a igreja é assim tão importante pra ela, que ela fique sozinha em casa até a hora de ir pra igreja. Mas, antes mesmo que eu escolha minha roupa ela já ligou pro meu pai e avisou que vai, então quem vai ficar sozinha sou eu....ok. Tomo meu banho, espero eles sairem e vou ao mercado comprar meu almoço, não tenho ânimo de cozinhar só pra mim num domingo, almoço sozinha e volto pra cama...até a Velox ligar pra saber se a internet tá ok...levanto e agora estou aqui, com vontade de chorar.
ODEIO ficar em casa sozinha aos domingos, não sei explicar exatamente o porque, só não gosto...me habituei a ir a feira aos domingos pra não ter que ficar sozinha, mas não fui convidada pra ir com eles (meu pai é um dos que não me chama pra sair por causa do meu barrigão) e me sobrou ficar em casa...sozinha. E se em domingos normais ou eu chorava ou ia pra casa da minha vó, um domingo com 34 semanas de gestação e uma porrada de hormônios só me dá vontade de chorar, porque andar até a minha vó nesse sol e lidar com a casa cheia e com as pessoas fazendo aquele clima de velório seria pior do que estar sozinha...

E acho que é isso...
Só precisa desabafar com alguém (ou alguma coisa, no caso do blog) pra ver se eu choro menos....

sábado, 15 de setembro de 2012

Última (?) ultra e época das cavernas

Meu dia começou ultra cedo, já que não preguei os meus olhinhos de 5ª pra 6ª de tanta ansiedade pela minha ultra, já que o nascimento da Bella começou com uma ultra. Saí de casa super cedo pra ser uma das primeiras a chegar e assim o foi. Eu era a terceira na fila, mas como gente sem educação tem aos montes uma grávida babaca e a mãe dela simplesmente passaram a minha frente na hora de fazer a ficha e um grupo enorme de velhinhos foi chegando e como o exame de todos eles era aquele de tomar 6 copos d'água eles tinha prioriadade, ou seja, minha vez não ia chegar nunca. Por volta das 9h (1 hora depois da clínica abrir) a grávida que furou fila começou a andar de um lado pra outro e reclamar da demora, um pouquinho antes das 10h ela começou a passar mal, chorava, se encostava na parede e foi rapidamente levada pra sala de ultra, 30 minutos depois saiu lépida e fagueira, rindo e brincando com a mãe, a piranha conseguiu furar fila DUAS VEZES. Tudo bem, eu espero mais um pouco! Quando o médico finalmente me chamou, quase tive um orgasmo de alegria. Valeu toda a espera, o fofo do Dr Jeferson já chegou na sala brincando comigo, examinou a barriga e detalhou cada partizinha do Igor, colocou o coração dele pra eu ouvir (batendo altão, o aparelho da médica que é zicado e como ele está de costas tocou baixinho) mostrou que ele já está em posição cefálica (em bom português: tá viradinho) e que está com 47 cm e 2,139 kg (eu repeti várias vezes hoje que ele estava com 2,169kg, engordei o guri em 30 g), chamou o pobre de cabeça de planeta (que dó, que dó) e me incentivou a um parto normal. 30 minutos depois eu saí toda feliz. Foram 20 minutos pra esperar o exame, e nesses 30 minutos mandei sms avisando ao pai dele que estava tudo bem, peguei o resultado e vim pra casa.


Almoço feito pelo meu pai (diliça) e bla bla bla, meu pai foi trabalhar, minha mãe pra reunião (espia como ela é chique) e eu fiquei. Liguei o pc, postei o tamanho e o peso do Igor no Facebook e fui me atualizar no BBC quando...puf...é morta minha internet, então pego o telefone pra ligar pra Oi e...e...e...tá mudo meu telefone, então eu pego meu celular e...e...a Claro está somente emergência. Primeiro eu pensei em chorar, depois em dormir, depois em chorar até dormir, mas vi aquela luz no fim do túnel...The Sims e fui embora jogar. Joguei até meu celular apitar, avisou que havia recebido mensagem, conferi o telefone de casa e esse estava normal, conferi o modem e estavam todas as luzes acesas...wohoo...depois de 3 horas havia voltado a civilização. Ufa...

(Post bem meia boca, mas são 0:58h e eu só escrevi porque estou sem 5 cm de sono, cansei de chorar e de pensar bobagem)



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Desabafo...

Minha vó está doente, ok. Fez alguns exames e esta com suspeita de estar com câncer, não anda conseguindo andar direito, se mover direito e perdeu muito peso. E isso me abateu, muito. Hoje estou sem vontade de absolutamente nada, não quero comer, não quero ver TV, não quero ficar na internet, não quero nem respirar. Quer chorar, chorar e chorar e pra completar minha família já está no clima de velório, já estão falando como se ela estivesse com a morte agendada...e isso me irrita e me entristece mais ainda. e eu quero desabafar, quero abrir o coração pra alguém, dizer como eu me sinto...mas pra quem? Hoje é sexta-feira...não posso estragar a sexta-feira de ninguém contando tragédia, não posso falar com a minha mãe porque pra ela preciso ser forte e...bom, não estou em condição de sofrer calada e sozinha, não de novo...isso me fez muito mau no carnaval passado, MUITO e não posso ir pra esse lugar de novo, não agora com o Igor a caminho. Eu estava tão empolgada, queria falar do tantão que minha vida mudou em 366 dias, queria contar da ultra, queria fazer uma maratona de postagens animadas, mas não dá! Não consigo! Minha tia chegar aqui com esse clima de enterro, falando em morte...acabou comigo. Nem se a câncer de verdade a gente sabe....eu preciso de um mínimo de conforto psicologico e de um mínimo de sanidade mental...
As postagens felizes não vão sair, não agora...vou achar um jeito de me centrar...estou precisando me centrar.

É preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana...

"Deus não nos dá um fardo maior que possamos aguentar.", "Deus dá o frio de acordo com o cobertor"...as pessoas andam me dizendo essas coisas. Perdi minha bisa, que na minha cabeça ia viver pra sempre, minhas 2 avós estão doentes. Um está com dois nódulos no pescoço que podem ser câncer e a outra aos 81 (quase 82) voltou a menstruar e ninguém sabe porque...e eu fico morrendo de medo delas não conhecerem o Igor, de eu perda-las, de nunca mais vê-las. Não sei se aguento, porque com a minha véia (que foi quem me pediu o Igor há quase 1 ano atrás quando eu nem sonhava em engravidar), eu finjo que ela tá lá, na casa dela e que em novembro eu vou lá comer bolo com ela...mas e com essas duas que eu vejo o tempo todo? Onde eu vou almoçar os fins de semana? Quem vai me comprar minha Coca-Cola? Quem vai fazer minhas vontades? Quem vai tratar o Igor melhor do que me trata e me esquecer de canto? A fé em acreditar que vai ficar tudo bem, eu perdi e se não fossem as lindas do BBC eu tinha perdido a sanidade e se não fosse o Igor eu tinha perdido a vontade de continuar...mas como diz a música: é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana sempre...

Bora seguir...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O menino de cristal

Fiquei cerca de 1 ano vindo em casa só para dormir, saia as 7h pra ir trabalhar e voltava as 23h, depois da faculdade. Tirando os 2 dias da semana que eu não tinha aula, mas mesmo assim só chegava em casa quase 18h. Então meu contato com as crianças era bem pouco, nos víamos mais aos fins de semana e como em casa de vó tudo pode, acabei não percebendo o que estava acontecendo. Mas, desde o início de junho tenho passado, basicamente, o dia inteiro dentro de casa e não sei, se pela síndrome do ninho vazio ou se por estar cansada mesmo, mas descobri que minha mãe perdeu por completo o controle com os dois, mais especialmente com o Príncipe Matheus de Ouro, o menino de cristal.
Eles podem, basicamente tudo, comer o que quiser, largar o prato de almoço completamente cheio, ver TV o tempo e só o que eles escolherem e não pode chamar a atenção...porque ela vai lá e passa a mão na cabeça, quer dizer, da Janine pode só do príncipe de cristal que não. É meio revoltante pra mim, que fico imaginando que vou ter que sair de casa e deixar meu filho aqui e imaginar que se o Matheus quiser pegar ele no colo, ela vai dar...
Hoje Matheus estava sentado vendo TV, com o dedo na boca, eu vou na cozinha e aviso a ela pra chamar a atenção e ela finge que não me ouve. Eu volto e falo de novo, ela finge que não me ouve de novo...eu me irrito e chamo a atenção dele e ela vem toda bravinha COMIGO e diz que se me ouvir chamando a atenção deles eles vão ver só...ou seja, nem ela educa e nem eu posso. E se eu reclamo, é porque estou com ciúme das crianças...não posso estar reclamando porque quando temos que ir na rua com as crianças detesto passar vergonha. E agora qualquer coisa que eu falo do princípe ou é implicância porque o Igor é menino ou eu vou pagar pela língua e meu filho vai ser pior...

Aí eu fico, de coração, sem saber o que fazer. Ignoro, deixo tocar o terror em casa, chupar dedo o dia inteiro, mesmo que tenha 6 anos de idade e seja um "homão", e se comportar mal na rua, afinal não é meu filho e que se dane ou continuo investindo na educação, porque sou da família e se ele passa mais horas do dia comigo (e com a minha mãe) do que com os pais tenho a obrigação de educar? Difícil, viu? 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mah que dia...

Tem dias que simplesmente não são nossos! Hoje é esse dia. Acordei antes das 6 da manhã, sentei aqui, escrevi um post "animadinho" e voltei pra cama, pra completar as 8 horas de sono necessárias para ser feliz, até triiiiiiiiiiiiiiiim toca o telefone, decidi ignorar e esperar minha mãe atender, mas ele tocou mais umas 20 vezes  e eu percebi que 1. Minha mãe não iria atender e 2. Era importante. E era mesmo, e eu comecei o dia com notícia ruim (na verdade notícia que PODE ser ruim) e depois disso perdi a disposição de viver e o dia me acompanhou sendo um dia bem cu...


Houston, we have a problem...

Não tenho inspiração para escrever quando estou feliz, estranho isso. Se eu estou triste, #chatiada, mal humorada ou magoada com alguma coisa as palavras simplesmente saem, mas quando estou feliz e bem humorada a coisa não flui e isso refletiu nos números do blog, desde que a Lud me linkou lá no Blog do Vic e que eu coloquei o link pro blog na minha assinatura no BBC o número de visitas diárias subiu de 4 pra em média 58, mas desde que eu parei de reclamar da vida na sexta esse número caiu pra em média 21 visitas por dia, ou seja, ou eu realmente não sei escrever quando bem humorada ou a galera prefere uma tragédia... 

Usarei esse gif quantas vezes me parecer necessário.

Então vamos ao (primeiro) post de hoje: resumo do dia de ontem e comentários pertinentes acerca do blog.
Na noite passada conseguiu uma proeza que não conseguia há tempos: Dormi uma noite inteira e fiquei até depois das 7h na cama, levantei quase 9h na verdade, com a bexiga estourando, já que com 33 semanas e 6 dias de gestação não levantar de madrugada pra fazer xixi é tipo se tornar  uma bomba relógio, e acordei com um sorriso meio besta na cara, tomei meu café e fiquei de moleza na cama enquanto tomava coragem de embarcar no BBC (depois que eu entro é uó conseguir sair) e as maledtas vozes na minha cabeça (beijo esquizofrenia) começaram, as danadas não me deixam em paz...decidi que o melhor a fazer era ignora-las e seguir meu dia, não estava podendo me abater e não me abati, palmas pra mim. Comecei a lavar as roupas do Igor e ao contrário das outras grávidas que disseram sentir o filho mais perto, fiquei mais ansiosa com a chegada dele, parece que não vai chegar nunca o momento do TP. À noite voltamos a jantar no China in Box, dessa vez pra agradar minha gatinha que estava doida pra provar e depois que minha mãe chegou da igreja, virada na mãe da Japa, perdi o restinho de auto-estima que ainda tinha. "Você tá ridícula com essa roupa. Vai trocar de roupa." "Não falei que você estava tão inchada assim porque pensei que no seu quarto tinha espelho" "Tá tão ridícula com essa roupa quanto com aquelas camisolas que você usa". Não tenho certeza se ela falou em tom de piada, mas vale lembrar que estou pesando 700 toneladas, achar uma roupa que me sirva no meu guarda-roupa é Missão: Impossível e minha auto imagem já está destruída o suficiente. Quando finalmente entrei pro banho, perdi uns bons minutos olhando minha cara no espelho e quase chorei, depois de sair do banho e olhar meu corpo no espelho (maldita hora que coloquei um espelho no quarto) aí eu estava a ponto de chorar mesmo, encarando as estrias horrendas na minhas costas que de acordo com a minha mãe eu já tinha, recebi uma sms que deu um up no astral...e não chorei, mas vozes voltaram "Ele quer te comer, sua mãe é que é sincera." elas ficaram repetindo até eu dormir...malditas vozes!!!! Tomar café, voltar pra cama para um rápido cochilo, ou jogar The Sims...deixo algumas fotos (horríveis) de ontem.


Cara ultra inchada

Minha gatinha

Desconfio que ele não estava no clima de tirar foto...desconfio

Grande amor da minha vida

Foto tirada pela Jaja

Igor e o pai dele querendo fazer um efeito de alien saindo da minha barriga

Duas coisas: Tentei colocar uma playlist igual a da Ana Raquel aqui, mas não deu certo e acho que vou tirar o aplicativo que permite seguidores, porque a Camila tá se sentindo super sozinha ali...

Acho que por enquanto é só, devo voltar a falar das vozes na minha cabeça e tentar fazer uma resenha de "O que Esperar Quando Você Está Esperando", mas não garanto nada.




That's All Folks

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Chupeta: Sim ou Não ?

Eu, particularmente, sempre fui contra o uso da chupeta em crianças, talvez porque na minha família chupeta significava um meio de fazer a criança parar de chorar, ninguém se dava ao trabalho de tentar outros métodos, era "toma a chupeta e fica quietinho", e isso sempre me aborreceu. Acho que os pais tem acalmar seus filhos, dando atenção e não enfiando a chupeta e mandando calar a boca. Algumas pessoas dizem que é bom, basta ensinar só pra dormir. Mas, e quando eu voltar a trabalhar? Eu vi minha mãe com o Matheus e sei que ela vai acabar deixando o Igor passar o dia inteiro chuchando a porcaria da chupeta e depois eu é que vou sofrer pra tirar. Ela tá doida pra comprar uma chupeta pra ele, mas eu quero resistir bravamente, se depender de mim nem dedo e nem chupeta.
E como eu sou uma mãe em formação e ando perguntando ao Prof Google tudo que não sei sobre maternidade, fui caçando se o uso da chupeta é mesmo necessário e se faz tão bem assim e descobri o que eu já sabia, a chupeta serve pra acalmar a criança, apenas...

Então segue artigo do Guiainfantil.com e link para matéria do Guia do Bebê:

O uso da chupeta é bom ou ruim? A palavra chupeta em inglês quer dizer Pacifier, ou seja, pacificador, o que tranquiliza ou acalma. E é justamente com esse propósito que a maioria dos pais começam a introduzir a chupeta ao cotidiano dos bebês. O que não podemos ignorar é que todo o processo artificial que introduzimos para modificar o comportamento das crianças tem vantagens e desvantagens, sendo necessário conhecê-las antes de tomar a decisão de utilizá-las.
Em geral, a necessidade de succionar do bebê é mais forte durante os primeiros meses de vida. Colocar as coisas na boca é a maneira que ele tem de aprender e descobrir seu mundo. Com ou sem a chupeta, o bebê descobrirá rapidamente que seus próprios dedos e mãos são bons para chupar. Mas segundo alguns estudos médicos, tanto as chupetas como os dedos e polegares, podem causar incômodos dentais.

Por que os pais introduzem o uso da chupeta?

Existem vários motivos. Primeiro, para regular o horário das crianças. Durante as primeira semanas das crianças alimentadas no peito, não têm horário e comem com mais frequência ou dormem muito, e choram mais à noite que durante o dia. Segundo Dr.Elias Jiménez (diagnostico.com) não é recomendável o uso da chupeta em bebês menores de um mês, porque o risco de aspiração do vômito é maior em uma criança pequena com chupeta do que sem ela.
A segunda razão é para diminuir a cólica. A cólica tem muita relação com a produção de gases no intestino, e a chupeta pode favorecer que a criança trague mais gases, porque está comprovado que as crianças com cólicas NÃO melhoram com o uso da chupeta.
O terceiro motivo é para evitar que a criança tenha o hábito de chupar os dedos, o que apenas é um paliativo porque quando queremos tirar-lhe a chupeta, as crianças começarão a chupar os dedos.
As recomendações da chupeta são muito poucas, e os problemas potenciais, muitos. No caso de usá-la, o recomendável é que seja depois de um mês de idade, suspendendo-a antes de 10 meses, e sempre usá-la por períodos muito curtos de tempo, antes da hora de comer, e obedecendo a uma limpeza muito bem feita.
Em todo caso, em lugar da chupeta, pode-se tranquilizar o bebê com outras coisinhas como cantar, e esfregar ou massagear levemente seu corpinho.



E aqui o artigo  no Guia do Bebê.


Então por enquanto é nada de chupeta pro Igor, veremos se consigo manter essa opinião até o primeiro aniversário dele.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A saga da véia...

Hoje o dia no Rio esta quente, abafado e nojento de se viver...e eu estava decidida a tomar um banho e me deitar na cama da minha mãe pra relaxar e espantar o calor, mas a progenitora decidiu que ir ao mercado era uma boa ideia. E lá fomos nós...
Compramos nossas coisas e encontramos uma fila vazia...uma moça passando e uma velhinha com nada além de um prato de queijo...encostamos ali, colocamos nossas coisas na esteira e um solicito funcionário pegou nosso carrinho vazio e levou embora. Chegada a vez da velhinha, ela paga o queijo e...e...saca da bolsa uma conta e paga, e pega outra e outra e outra e mais outra...a velha pegou nada além de 6 contas de dentro da porra da bolsa, foram quase 20 minutos de pé com as comprar na esteira e sem um carrinho pra colocar as coisas e ir pra outra caixa. Depois da 3ª conta eu já comecei a reclamar, a velha podia ter ido ao banco ou a casa loterica ou a puta que a pariu, não precisava ir pagar as contas da família no mercado. Tinha conta do Nextel, das Casas Bahia...nuss..quando saiu ela virou para nós e teve a pachorra de dizer que demorou um pouquinho, mas resolveu a vida dela sem precisar ir a banco. Demorou um pouquinho? Resolveu a vida dela? Será que ela não percebeu que estava atrasando a MINHA vida? E que o lugar de pagar aquele monte de conta era na porra do banco...
Olha, vou falar...ter paciência durante a gestação é complicado e ainda me vem essa véia do capeta e paga as contas do mundo na minha frente!

Let the week begin...

E foi dada a largada pra mais uma semana...
Depois de um feriadão adorável com piscina, "festa" da minha vó (que vai ganhar um post só) e um domingo para relaxar e treinar a paciência a semana já começou no cutuque e com a graça de Sheeva essa semana já estréia Glee, não aguentava mais de abstinência de novos episódios...até o fim do mês tudo já voltou e chega de reprises!!!
Falando rapidinho do sábado ainda o primeiro bebê do diário já chegou, a Lais nasceu com 34 semanas e 1 dia no sábado, com 43 cm, 1,975 kg. Sábado cedinho chegou a sms da Val e eu confesso que levei uns minutinhos pra saber quem era e o que estava acontecendo.
Mas, assim que voltei ao mundo dos vivos, saí ligando pc e postando no Facebook, no diário e mandando sms pra Lud!! E depois foi o dia inteiro na expectativa pra chegada da Lala, e uma dose de vergonha na cara pra começar a lavar as coisas do Igor.
Ontem a Claro me sacaneou e me deixou com o telefone sem área por 4 horas e eu doida pra conversar um bocadinho com a Sabrina, só consegui falar com ela depois das 23h, eu já estava na cama quando a fia dum'égua me ligou (Sabrina não acessa a internet quase nunca, quando ela ler isso já passou e nem vai ter graça me xingar) e a conversa também merecia um post só pra ela, mas vou falar aqui mesmo.
Entre outras coisas contei pra ela sobre a super exposição do blog, que eu estava falando de mais, que ando muito reclamona, que tudo me incomoda e que havia a amiga que me mandava terminar SEMPRE porque dizia me conhecer e que sabia que eu estava só evitando o inevitável. Sabrina me puxou logo a orelha e me falou algo que mexeu comigo. "Ela tem dinheiro pra pagar creche cara, comprar brinquedos caros, só andar de carro, frequentar as melhores baladas e comprar tudo o que quer, mas não pode comprar atenção do pai do filho dela pro menino. A vida é muito melhor com amor e sem dinheiro, do que sem amor e com dinheiro." Depois conversamos mais sobre isso, como as outras pessoas, mesmo que sem querer, acabam influenciando na nossa vida (Eu devo voltar nesse assunto).
Dormi muito mal, porque aqui no Rio o Verão já chegou e acordei as 5 da manhã, tomei uma garrafa de 500 ml de água e voltei pra cama e sou acordada com gritos...Janine havia desmaiado. Pense num susto!
Apesar de levantar da cama tremendo e querendo chorar, mantive a sensatez, peguei ela no colo, tirei a roupinha dela e fui conversando com ela, dei um banho frio e descobri que ela não tinha tomado café da manhã, veja bem, mandaram uma criança de 6 anos, em jejum, num calor Senegalês pra ficar quase 2 horas rodando na condução, já que a "tia da van" pega eles primeiro que todas as outras crianças e entrega eles aqui em casa por último, eles saíram de casa 06:50h e chegaram aqui 08:35h...dei café da manhã e agora ela está vendo TV. Quando ela melhorou, fui chorar feito criança tomar banho e comecei a pensar em como vai ser quando eu voltar a trabalhar e minha mãe ficar sozinha com 3 crianças, e só depois me dei conta que corri com a Jaja no colo até o banheiro, ignorando o fato de estar com esta barrigona e fiquei conversando com o Igor pedindo pra ele se mexer e me mostrar que tá tudo bem e me senti culpada por não ter pensando nele, se bem que ele tem que entender que ela é minha nega e chegou primeiro, mas mesmo assim...chorei litros. E pra encerrar o "começo da semana" minha tia ligou toda educada perguntando se eu ia pra festa da Kelly (ex mulher do meu primo) e eu muito educada também informei que NÃO FUI CONVIDADA e ela ficou tão sem graça, tadinha...e começou a inventar desculpas, que é porque eu tô grávida e bla bla bla e olha...eu nem quero entrar nesse assunto, porque isso de não me chamar pra sair, me convidar pra festa porque eu tô grávida é muita falta de consideração...mas eu não vou ficar grávida pra sempre e depois vou saber exatamente quem é amigo de verdade.


Aaaaaaaaaah agora dá pra seguir essa bagaça!!! Clica ali do ladinho que a Camila tá se sentindo sozinha...


sábado, 8 de setembro de 2012

Super Feriado contra o baixo astral...

Sim, sim...o título é uma referência ao filme da Xuxa...me processem!

Finalmente coisa boa pra falar, momentos bons pra comentar e bom humor, estava faltando isso na minha vida. O dia começou levemente tenso, percebi que falo DE MAIS da minha vida aqui e exponho muita coisa que não deveria, e de agora em diante vou segurar a onda, e isso por um lado foi bom...mas nem vou dizer o porque hehe...
Ontem foi a festa de inauguração da piscina na casa da prima do meu pai, coisa de pobre, mas essas são as coisas mais divertidas da vida. Não tinha ninguém além de família, churrasco, refrigerante (tinha ice, big apple e chopp também, mas não me interesso por essas coisas), uma piscina e o lindo do Clayton...conversamos, falamos besteira, comemos, tiramos foto, eu esqueci que estou um elefante e me achei a Ariel me acabando de nadar (e agora meu joelho dói horrores), como nem tudo são flores, Graças a Deus tive que aturar a comadre da minha mãe me falando como é horrível ter filho pequeno e a prima do meu pai me falando como o parto é traumático (detalhe: ela fez duas cesáreas), mas só quero absorver o que foi bom...então colocarei meia dúzia de fotinhas e vou tomar banho e me arrumar, que hoje tem o almoço de aniversário da minha vó e eu torço para a vibe "alto-astral" continue...

Tetas caídas, quem tem?

Clayton e todo seu charme

Meu pai...♥

Ramon dando um rolê no seu carrinho

Partidinha de Uno

Minha tia Ilce e o marido

Nathália e eu

Meu pai e o Raimundo

Sueli (a dona da casa) e minha tia

Nathália tentando roubar meus pais. rsrs

Clayton e sua beleza inigualável.

Nathália mostrando que pobre adora foto com "pranta"






Dica: Se clicar nas fotos elas crescem...

Então foi isso, passei um feriado gostosíssimo, bem acompanhada e feliz. Talvez eu volte nesse assunto porque tive algumas ideias de postagem durante o dia, ouvindo algumas conversas. Mas, o principal é que depois de ver o relacionamento do meu pai e da minha tia passei a ter certeza que o Igor não vai ser filho único, isso não...

That's All Folks


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Lições Aprendidas

→ A internet não é o lugar ideal para escrever coisas que não devem ser lidas.
→ Coisas ditas ou escritas enquanto magoada, triste e chateada podem acabar magoando, entristecendo ou chateando outras pessoas.
→ Ater-se somente as coisas ruins deixando as boas pra lá, só faz mal.
→ Perder tempo tentando alcançar a perfeição, ao invés de aproveitar o real com seus problemas e defeitos, também.
→ É possível deixar a felicidade escapar das suas mãos enquanto se tenta alcançar o inalcançável.


Por enquanto é isso...acho. Se eu tivesse postado a carta que escrevi pro Igor, se tivesse assistido o filme, se eu não tivesse colocado o celular no silencioso...engraçado como a vida muda de rumo em cada "se" que a gente escolhe...

That's All Folks

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mais um mimimi

Partiu 6ª postagem do dia? Só hoje eu já postei mais que em 2008 inteiro...

Eu tinha planos para o dia de hoje, muitos planos...
Eu planejava ver Os Mercenários 2, acompanhada, depois receber as meninas, comer Fondue, tomar banho e ir pra cama, acompanhada de novo, comemorar o dia do sexo (porque todo apetite sexual que eu não tive no começo da gravidez eu ando tendo em dobro) e depois dormir, acompanhada de novo. Mas, não rolou...não rolou nada...nem o namorado que iria me acompanhar em Os Mercenários 2, em deitar e na parte do sexo também, nem as colegas que vinham comer fondue...e o que fiz? Assisti aos Mercenários sozinha, transformei o Fondue em salada de fruta, já que uma delas traria o chocolate e vou dormir sozinha também, na verdade até já tinha dormido, mas minha mãe chegou me acordando...
E eu tô chateada...com os 3, que furaram comigo na última hora...

Fairy Tale

Eu meio que passei da idade de acreditar em conto de fadas, acreditar que o Príncipe Encantado vai vir montado num cavalo branco e nós seremos felizes pra sempre no reino de tão tão distante. Amém por isso, mas as vezes eu queria que a vida fosse simples assim em algum momento, que meu happily ever after chegasse e eu pudesse viver a vida dos sonhos que algumas pessoas adoram contar que tem. Ser acordada com café da manhã na cama, receber elogios sobre como eu estou linda apesar de estar pesando 700 toneladas, essas coisinhas bobas...nem queria algo assim o tempo todo porque quanto mais tempo a gente passa acreditando que alguém é perfeito, mais a gente se machuca quando descobre que a pessoa é humana, um finalzinho de semana e pra mim já estava bom, ando me contentando com pouco. Mas, o que eu mais queria era não me sentir chata, não me sentir grudenta, carente...e eu ando me sentindo assim, porque eu vivo mandando sms, puxando assunto, pedindo pra ver, pra ficar, pra dormir, pra ir, pra estar...e isso, meuzamigos é um porre!!!! Primeiro que mulher chiclete é repulsivo, segundo que eu nunca fui dessas...mas eu tô grávida, gorda, inchada, feia e insegura, então preciso de atenção todo dia ou já me sinto largada, me sinto mal...e volto a desejar que a Emma acredite e que a maldição encerre que o Encantado perceba que eu sou a Snow e...TV de mais estraga o cérebro. Eu só desejo que a sms seja respondida, que como foi a consulta seja perguntado e que as atitudes combinem com as palavras.



(Eu sei que acompanhar esse blog deve estar um saco porque todo dia é muito mimimi, mas imagina como deve estar sendo complicado dentro da minha cabeça)

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



(Vinicius de Moraes)

Ainda falando em coisa boa...

Michele Smolski, 30 anos, 2 filhos e mais 1 a caminho:


Vamos lá, deixe me resumir rapidamente meses antes... Vivia uma vida normal, algumas festas, namoricos, trabalhava de vendedora externa de uma pequena distribuidora, tinha uma moto enfim nada de incomum da maioria dos jovens brasileiros, foi quando o Felipe começou a me flertar, erámos vizinhos há muitos anos, mas nunca me passou pela cabeça ficar com ele, além do mais estava envolvida há 3 anos com um amigo, que também era amigo do Felipe...Um belo dia depois de me maquiar 3 vezes e borrar tudo com choro por causa do tal amigo, saí com uns colegas fomos ao bar onde o Felipe trabalhava de garçom esperamos ele sair, comemos um cachorro quente e o povo começou a pilhar para que ficássemos, e foi o que aconteceu... a partir desse dia começamos a ficar todos os dias e quando vi já estava namorando, apesar de ser pouco tempo pela intensidade do relacionamento parecia que estávamos juntos há anos, ele foi meu primeiro namorado oficial... A mãe dele e eu nunca havíamos nos falado, foi quando as fofocas começaram, existiam conhecidos em comum que falavam coisas que ela dizia e então eu rebatia, esses conhecidos ficavam de leva e trás dai já viu né...O Felipe não podia ir em casa sempre porque tinha que cuidar dos irmãos na época com 5, 8 e 10 anos... A paróquia do bairro estava realizando um cursinho pré vestibular e foi a oportunidade perfeita para podermos namorar todas as noites, nos inscrevemos e ficávamos o tempo todo de aula trocando bilhetes isso quando íamos, mas minha mãe viu nisso a oportunidade para que eu começasse a estudar, sinceramente não via a mínima possibilidade de passar no vestibular, aluna de escola publica a vida inteira, fiz curso profissionalizante que não prepara para vestibular e já havia 5 anos que tinha concluído o bendito do magistério e nunca mais peguei um caderno nas mãos... Queria viver o momento mesmo, falei pra minha mãe que não tinha dinheiro pra inscrição e ela disse que pagaria... enfim... na terça feira antes do domingo que ia começar o vestibular me acidentei voltando do trabalho, a moto caiu em cima da minha perna e fez um rombo, me ralei inteira braços, barriga perna... No dia do vestibular tentei fazer corpo mole mas minha mãe me deu uma dura e me “obrigou” a ir, foram 3 dias de provas e a surpresa foi que passei em 24º lugar no curso de Secretariado Executivo Bilíngue da Unioeste, uma das universidades publicas mais conceituadas do Paraná, minha alegria foi imensa, minha mãe chorou, fizeram uma comemoração e tudo... Nesse momento o único problema era que o campus que eu tinha escolhido era na cidade vizinha, o Felipe ficou feliz por mim mas triste porque não passou... No final de ano após algumas desavenças e uma quase separação, o Felipe foi morar comigo na casa da minha mãe, a minha sogra disse que ele não poderia ficar com um pé em cada barco e ele decidiu apesar de incerto “pular para o meu”... Quando as aulas começaram meu relacionamento estava muito perto do fim, eu tinha outros interesses, a fase da paixão inicial havia passado enfim, questão de tempo para tudo acabar... Lembro-me da primeira vez que entrei no ônibus que fretei para ir à faculdade, sentei-me olhei pra fora e disse: hoje é o primeiro dia para que eu possa mudar minha vida... Foi quando pra minha surpresa dia 31de março de 2005 depois de um atraso menstrual fiz um beta e estava escrito em letras garrafais: POSITIVO, não sei explicar a sensação me senti impotente, não aceitava, chorei pensei e agora, o Felipe ficou mega feliz talvez por saber que a crise passasse... Foi ele quem contou pra minha mãe que ficou desapontada, mas já se acostumou.. Continuei no meu emprego, trabalhava de moto andava o dia todo pela cidade vendendo, a noite pegava o ônibus e ia pra faculdade na cidade vizinha... O Felipe perdeu o emprego no bar, começou a trabalhar em outro novo mas não deu certo, começou em uma fabrica de ônibus mas teve alergia e ficou só um mês... apesar de morarmos com a minha mãe e ela estar nos sustentando naquele momento a dificuldade financeira bateu, eu tinha que pagar a Van porque essas alturas tive que largar o ônibus porque não me levava até em casa e eu chegava meia noite e meia em casa, esse dinheiro R$ 160, 00 fazia muita diferença mas nunca pensei em largar a faculdade por isso... Dormiamos no meu quarto de solteira, e quando um homem de 1,80m e 1 gravida de 6 meses não cabiam mais na cama a coisa começou a apertar... minha mãe tinha uma cama velha de casal, o Felipe fez um estado de pau, arrumamos um colchão que esfarelava todo e tinha um buraco no meio rsrrsrsr o bom que mesmo quando brigávamos não tinha jeito de dormir separado porque o colchão era um funil kkkkkk Eu não era registrada no meu emprego, ganhava cerca de um salário e 4 meses antes do Igor nascer que decidiram me registrar...Já trabalhava lá há 2 anos e meio pois bem por motivos óbvios o GO no 8º mês me proibiu andar de moto pra cima e pra baixo com aquele barrigão, mal conseguia subir na moto, então fui tirar a licença no INSS mas é preciso de 4 meses de contribuição e eu tinha apenas 3, me instruíram ir até a empresa para receber mas ele não me pagaram porque não trabalhei... Graças a Deus o Felipe tinha conseguido um emprego de promotor e deu certo porque ele precisaria da minha moto para trabalhar... Na faculdade estava tudo OK, não sei como não cansava, trabalhava o dia todo, estudava em outra cidade e ainda estava grávida...Adiantei todas as minhas provas e trabalhos e consegui fazer o que faltava em casa, certo que o Igor nasceu dia 27 de novembro de 2005 e as aulas já estavam acabando... Foi-se o primeiro ano restavam só 3... Voltei da licença e pedi demissão, não poderia voltar a trabalhar onde fui tão humilhada e depois o Felipe precisava da moto... Um mês depois de me demitir a diretora da escola perto de casa uma conhecida nossa, sabendo que u tinha magistério me convidou para fazer estagio na escola eram 20 horas semanais, a remuneração baixíssima mas era um ganho... Ganhava cerca de R$ 180,00 mais o vale transporte com o dinheiro pagava a Van e ia trabalhar a pé, já que eram uns 30 minutos de caminhada os VT dava pra minha mãe que tem um salão junto com a casa e olhava o bebê pra mim ele nem tinha bem feito 5 meses... Trabalhava das 10:45 as 14:45 nessa época sequei cheguei aos 41 kg, meu peso normal é 48, 49 porque não almoçava, só lanchava com as crianças as 14:00... o Felipe estava passando por dificuldades no trabalho, ele fazia as cidades vizinhas e varias vezes passou sufoco na BR, apesar de nunca reclamar algo me dizia que aquilo não ia terminar bem, e como tenho intuição forte pedi que ele tentasse um acordo para ser demitido, queria ele vivo... A festinha do Igor comecei a pagar em maio, e conseguimos fazer o 1 aninho dele, nada de luxo mas foi lindo, até filmamos com um amigo que fazia esse trabalho e nos cobrou uma bagatela, eu e o Felipe na filmagem parecemos 2 flagelados da Somália kkkkkk, nessa época eu e a família dele nos aproximamos, passei a frequentar a casa dos pais dele e se desfizeram os maus entendidos, apesar de ganharem bem nunca cogitaram e nem nós qualquer tipo de ajuda... e lá se foi mais um ano... Faltavam 2 ... no comecinho de janeiro o Felipe começou a trabalhar em uma instituição que realizava empréstimos, ele abordava as pessoas na rua e oferecia o empréstimo, eu continuava na escola, mas precisava fazer meu estágio, e como estava fazendo bacharelado , não poderia faze-lo na escola( na verdade eu não queria mesmo), a diretora estava abusando já... como eu ficava na hora do almoço com 2 turmas do integral, 2 X por semana tinha que ficar com 4 turmas em uma salinha, média de 70 crianças e dava conta (sentava todos eles no chão e cantávamos todo o repertório do xuxa só para baixinhos rsrsr) não tinha nem paciência para o meu filho, brigava com ele, até hoje me dá um nó na garganta de pensar no que fazia, enfim pedi baixa no estágio remunerado para começar a fazer meu estágio de faculdade, foi quando dia 09 de maio de 2007 descobri que estava grávida de novo, dessa vez fiquei feliz mas com medo... Criticas não faltaram, as pessoas comentavam nas minhas costas eu podia sentir, soube de alguns, como eu poderia ter engravidado de novo morando de favor num quartinho minúsculo na casa da minha mãe... palavras de desincentivo não faltaram, perdi as contas de quantos falaram pra eu parar a faculdade e cuidar das crianças, arrumar um emprego, apenas minha mãe batendo não desista...3º ano grávida novamente e com um filho de menos de 2 anos assim que sai da escola fiz um curso de escova progressiva então conseguia tirar uns R$ 450, 500 por mês conseguia clientes mais no fim de semana, assim me dava um folego para o estágio do fazer o TCC... nesse meio tempo o Felipe abordou um senhor na rua para fazer um empréstimo e ele o convidou para um processo seletivo para uma empresa farmacêutica, ele foi e o convidaram para um processo em São Paulo, iam em 2 o escolhido a empresa pagaria as custas da viajem, o outro não...Disse a ele: Vai... pegamos dinheiro emprestado e sem garantia nenhuma ele foi, e deu certo, entrou na vaga era um laboratório pequeno que nem existem mais, o salário era baixo pra categoria mas era a porta de entrada...tivemos que comprar um carro para que ele pudesse trabalhar em 48 “suaves parcelas”, quanto a mim continuei firme nas minhas escovas, gravidez, filho e faculdade, tive o Caio dia 07 de janeiro de 2008, durante as férias... O último ano foi crucial tinha 2 bebês, e um TCC pra fazer... um computador que compramos usado com processador dos primeiros que existiram e uma internet discada, eitaaaa, as escovas ajudavam muito eu não podia parar, ano foi intenso...em outubro o Felipe foi convidado a trabalhar em um laboratório maior, não tinha palavras pra descrever tanta felicidade, ele foi para o treinamento em Curitiba, e coincidiu bem no dia da minha banca... Detesto falar desse dia, ele foi muito traumático: minha banca seria 14:00, fui na rodoviária e cheguei a Toledo as 10:50, queria almoçar e estudar um pouco, desembarquei na rodoviária de Toledo e como os 4 anos fui só de Van pra facul peguei uma rua erada e me perdi, andei, andei, andei... Andava e chorava, até que consegui chegar as 13:15 comi um saduiche rápido na cantina me lavei e troquei a roupa e estava na hora... aquelas alturas meu psicológico estava completamente afetado, nem sei como consegui apresentar, enfim acabou, passei, mas parece que fiquei devendo... Peguei DP pela primeira vez em 2 matérias, em uma passei e na outra a vaca da professora me reprovou por 2 décimos, implorei para ela reverter, mas ela disse que já havia entregado as notas... Depois de tudo que passei achei injusto tudo aquilo, hoje vejo que foi a melhor coisa precisava desacelerar... No final do ano o pai do Felipe nos ofereceu a casa onde eles moravam porque eles se mudariam para uma chácara que haviam comprado, enfim conseguimos sair da casa da minha mãe, ela foi maravilhosa conosco mas precisávamos de privacidade, e mais que um quartinho para morarmos....conseguimos comprar os móveis, montar o quarto dos meninos, a casa é muito maior que a da minha mãe e era só nossa... Tive um ano sabático, dedicado aos meus filhos que até então nunca tinham desfrutado da minha presença em tempo integral, a minha casa, minhas coisas, e fazia a bendita matéria que reprovei... em novembro tive que prestar o ENADE e mais uma vez o destino me pregou uma peça, o motor do carro arrebentou 2 quadras antes do local da prova, o Felipe que tinha ido me levar tentou correr comigo a pé deixamos as crianças no carro, mas foi inútil os portões haviam se fechado há 3 minutos... eu uivava na rua, chegamos no carro de volta os meninos estavam em prantos assustados chorávamos no mesmo tom os três, consegui um atestado, mas teria que ser validado ... Em março aconteceu toda aquela história que contei outro dia no diário... da crise que passei no meu casamento, em julho me ligaram e me convocaram para a colação extemporânea e enfim me formei... não teve pompa, foram apenas alguns alunos, mas recebi meu diploma... Nesse momento tive a certeza dos planos que Deus tinha pra mim, ele veio na melhor hora que poderia ter vindo, foi onde tomei coragem para sair da depressão... Eu estava horrível, e aquilo me fez renascer... Apesar de tudo nunca pensei em desistir, meus filhos foram meu combustível, eles precisam de exemplos, valores e não me teriam como referência se eu resolvesse simplesmente fazer as coisas de modo trivial, tenho ainda uma longa estrada pra percorrer, e essa nova gravidez me deu folego, vontade de terminar meu MBA, de realizar meus planos profissionais e pessoais, quero ser a mesma mulher de garra que minha mãe é...Se Deus quiser com um passo de cada vez, com o amor que tenho nos meus filhos me dando força, eu sei que posso chegar onde eu quiser...

Falando em Coisa boa...

Sabrina Katroppolus Shcultz (raio de sobrenome difícil da gota), 22 anos, 2 filhas e mais uma a caminho:


Quando eu engravidei a primeira vez eu tinha 18 anos e estava terminando o Ensino Médio, o pai da minha filha era o sobrinho de uma amiga de infância da minha mãe e morava na Grécia, fiz minha filha na viagem pra celebrar meus 18 anos, quando fui pra lá. Desde o começo minha mãe ficou contra mim, até porque eu tinha um “namoradinho” que ela queria com quem eu me casasse, quem já assistiu casamento grego pode imaginar o que é minha mãe e essas tradições idiotas.  Minha gravidez foi uma benção, apesar do pai não querer assumir, da minha mãe me julgar e de eu ter que ir pra escola toda dia de manhã. Em dezembro de 2008 conclui a escola e em abril de 2009 nasceu a Safira, parto na água com doula e um obstetra maravilhoso que topou minha loucura. Quando minha filha fez 1 ano, o pai dela veio ao Brasil e fomos os 3 pra Fernando de Noronha comemorar e lá fiz minha segunda filha. Eu tinha 19 anos, uma filha de 1 ano, um homem que nunca tinha dado nada para a filha antes daquela viagem e outro bebê a caminho. Minha mãe quebrou a casa, hihihi, e me colocou pra fora, então meu irmão me acolheu e eu fui morar em São Paulo, meu pai alugou um AP pra mim e assumiu todos os gastos, e lá fui eu colocar a Safira na creche e correr atrás de emprego. Em agosto de 2010 eu entrei na faculdade, e minha rotina ficou insana. Era levantar cedo  colocar a Safira na creche, ir pro trabalho e de lá ir pra faculdade, sair da faculdade pegar a Safira na casa do meu irmão e ir pra casa. Aos finais de semana entrei na auto-escola porque precisava de um carro pra dar conta de tudo sem ficar doida. No andar de baixo um rapaz de 25 anos, solteiro, sem filho e vendedor de uma loja de sapatos me dava a maior moral, todo sábado ficava no parquinho, conversava comigo, brincava com a minha filha e se tornou um grande apoio na gravidez. Em novembro no aniversário dele, ele nos chamou pra sair, e lá fui eu com 31 semanas de gravidez e uma filha de 1 ano e pouquinho jantar com ele. Ele se declarou e eu fiquei meio sem acreditar. Levei 3 semanas pra acreditar que ele me queria naquele estado e com meu vale brinde. Em janeiro de 2011 nasceu a Greta em março o Marcio e eu fomos morar juntos na casa dele.  Ele é doido pelas minhas 2 filhas e as 2 o chamam de pai, e ele apresenta a todo mundo como sendo filhas dele. Minha vida é um caos, hihihi, eu trabalho de recepcionista numa clínica médica, estudo a noite e quando chego tenho que dar atenção aos 3, mas não trocaria isso por nada. Em fevereiro nós assinamos um contrato de união estável, até conseguirmos dinheiro pra casar na igreja, no papel e viajar de lua de mel, pra Disney, com as crias todas. No final de maio descobri mais uma gestação, hihihi, e já fui muito criticada, as pessoas adoram dizer que minha vida acabou, que eu não vou chegar a lugar nenhum, que eu sou uma burra irresponsável, mas olha, eu não troco os sacrifícios que enfrento todo dia, meu cansaço extremo, pela vida de colegas que fazem estágio de dia, estudam a noite e saem no final de semana, porque elas não tem carinho de mãozinhas pequenas, elas não escutam “tava com saudade, mamãe”. Eu não não vou ligar e se puder terei mais um depois que me formar, porque eu descobri que dá pra ser mãe, esposa, profissional e se realizada em todos os campos, é só não ser mal amada e mal resolvida.

Vamos nos motivar!

Hoje acordei daquele jeito....

Levantei as 5h, chequei o celular por sms e nada, olhei no Facebook e nada de novo...então prometi a mim que "punto e basta", só corro atrás do Caxias-Pilares pra voltar pra casa depois da aula and nothing else. Deitei chorando e o Igor ficou mega agitado, então decidi conversar com ele, expliquei que a culpa não era dele, falei das pessoas da família que estão ansiosas com a chegada dele, disse que há mais de um ano ele desejado, mas que infelizmente a pessoa que primeiro o desejou não vai poder conhece-lo pessoalmente, e nessa hora chorei mais ainda de saudade da minha véia. Aí pedi a Deus, a Sheeva, ao Universo, ao Destino, a Força Motriz que move as válvulas do mundo, ao Bóson de Higgs...sei lá pra quem eu pedi, mas eu pedi forças pra passar por esse momento e sabedoria para fazer as escolhas certas e peguei no sono. Não deveria ter feito isso, já que tinha consulta as 8h, mas né? Dormi....
E tive a mesma porcaria de sono que acabou com o meu humor ontem a tarde, a biscate me chamava no quarto, me falava umas coisas eu saia ia confirma-las e bang...coisas confirmadas. (Hehehe Não vou contar) E minha raiva da cara dele aumentou e meu mau humor também e acordei de novo com o celular avisando da chegada de uma sms, e era uma colega com uma notícia legal, me animei...fui dar uma checada nos e-mails e recebi a história da Mi e me animei mais e agora tô aqui esperando a hora pra ir ao GO do posto e quando voltar postarei as história da Bri e da Mi (se elas autorizarem) porque as duas superaram dificuldades muito maiores do que as minhas e estão lindas e felizes, então eu vou chegar lá também...

E que venha o dia de hoje, e os próximos e as próximas semanas...