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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Acorda, Alice...


Uma das coisas mais decepcionantes da minha infância foi descobrir que a viagem da Alice ao País das Maravilhas foi só um sonho. Poxa vida! Parecia um lugar tão legal...
Noite passada eu acordei também, e foi complicado sair do País das Maravilhas, as coisas lá eram mais fáceis e mais legais, poder dizer que meu filho feito dentro das condições que eu acreditava era bem mais poético...mah tá tudo bem, o mundo real é duro, feio e chato, mas é aqui que eu vivo e são nessas circunstâncias que eu tenho que basear minha vida, meus planos e memórias.
Vou me esforçar ao máximo pra abri meu coração sem me expor, ou expor outras pessoas de mais, então pode ser que algumas coisas não façam muito sentido.
Se tem uma coisa que até a mais nazista das feminista gosta é de se sentir especial, de sentir a única, a que faz a diferença, não dá pra negar isso. Não dá! É envaidecedor, é gostoso, é romântico (e toda mulher é sim, viadinha por dentro e gosta dessas coisas).
Então frases como "algo que eu queria há muito tempo", carinhos inesperados, e essas coisas dão aquela envaidecida...e você começa a se achar "especial" e acredita nessas coisas, aí o tempo passa e você acorda e descobre que o País das Maravilhas foi só um sonho e que provavelmente, tudo aquilo que você guardou na memória sobre "ser especial" na verdade eram só mais um "personagem" que teria deixado de existir no último capítulo...
Não duvido do agora, mas saber que o antes pode ter sido uma mentira é frustrante...e mais frustrante ainda é se apegar ao "se". E "se" não tivesse existido gravidez...será que?...Ai isso é péssimo, porque a resposta pode ser qualquer uma e não dá pra se viver ou conhecer todas as opções possíveis (a não ser que seja daquela planeta do alien lá do MIB III).
O jeito então é tentar engolir essas coisas e aproveitar o agora, e não me preocupar com essas coisas., e isso vai acontecer em algum momento...só não sei se hoje.
Enfim, acho que é isso...

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