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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O menino de cristal

Fiquei cerca de 1 ano vindo em casa só para dormir, saia as 7h pra ir trabalhar e voltava as 23h, depois da faculdade. Tirando os 2 dias da semana que eu não tinha aula, mas mesmo assim só chegava em casa quase 18h. Então meu contato com as crianças era bem pouco, nos víamos mais aos fins de semana e como em casa de vó tudo pode, acabei não percebendo o que estava acontecendo. Mas, desde o início de junho tenho passado, basicamente, o dia inteiro dentro de casa e não sei, se pela síndrome do ninho vazio ou se por estar cansada mesmo, mas descobri que minha mãe perdeu por completo o controle com os dois, mais especialmente com o Príncipe Matheus de Ouro, o menino de cristal.
Eles podem, basicamente tudo, comer o que quiser, largar o prato de almoço completamente cheio, ver TV o tempo e só o que eles escolherem e não pode chamar a atenção...porque ela vai lá e passa a mão na cabeça, quer dizer, da Janine pode só do príncipe de cristal que não. É meio revoltante pra mim, que fico imaginando que vou ter que sair de casa e deixar meu filho aqui e imaginar que se o Matheus quiser pegar ele no colo, ela vai dar...
Hoje Matheus estava sentado vendo TV, com o dedo na boca, eu vou na cozinha e aviso a ela pra chamar a atenção e ela finge que não me ouve. Eu volto e falo de novo, ela finge que não me ouve de novo...eu me irrito e chamo a atenção dele e ela vem toda bravinha COMIGO e diz que se me ouvir chamando a atenção deles eles vão ver só...ou seja, nem ela educa e nem eu posso. E se eu reclamo, é porque estou com ciúme das crianças...não posso estar reclamando porque quando temos que ir na rua com as crianças detesto passar vergonha. E agora qualquer coisa que eu falo do princípe ou é implicância porque o Igor é menino ou eu vou pagar pela língua e meu filho vai ser pior...

Aí eu fico, de coração, sem saber o que fazer. Ignoro, deixo tocar o terror em casa, chupar dedo o dia inteiro, mesmo que tenha 6 anos de idade e seja um "homão", e se comportar mal na rua, afinal não é meu filho e que se dane ou continuo investindo na educação, porque sou da família e se ele passa mais horas do dia comigo (e com a minha mãe) do que com os pais tenho a obrigação de educar? Difícil, viu? 

Um comentário:

  1. Mari, este post me fez lembrar o filho do meu mozão que apesar de ser um molecão de quase seis anos é tratado pela avó (minha sogra) como um menino de cristal. Ele é praticamente criado por ela já que a mãe é bem ausente e o pai quase não tem tempo de ficar com ele primeiro por morarmos em bairros distante depois por trabalhar em supermercado e só tem folga 2 domingos no mẽs, já até foi cogitado a hipotese de o menino vir morar com a gente mas isso será dificil pra mim pois tenho critérios bem diferentes em relação a criação de uma criança. Sei bem oque é lidar com essa situação, falo aqui em casa que por mais que goste muito da minha sogra, não deixaria ela educar meu filho de jeito nenhum.

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