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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Desventuras em série...




Começa assim...tá tudo bom, tá tudo bem. A vida vai entrando nos eixos e já não é mais tão difícil quanto no começo. Aí de repente não posso mais ir pra faculdade porque quem deveria cuidar do meu filho não consegue (as in não quer e prefere ficar assistindo que terceiros o façam). Então a gente troca tudo que é matéria presencial pra EAD menos uma, porque essa prende matérias mínimas e tirá-la atrasaria minha formatura, porque a professora é fantástica e porque eu adoro Psicopatologia.
Ok...primeira batalha vencida.

Aí começa a surgir a questão de que talvez seja necessário sair de casa e ir trabalhar. Porque o provedor da casa decidiu mudar radilcamente de ramo e eu temo que falte ao meu filho, então bora arregaçar as mangas. Mas como não trabalho desde 2012...

Aí é sábado e parece que o barco atingiu uma calmaria.  Mas oh....volte 2 casas e releia o Cumpade....O dia é tranquilo, ouso dizer que é um bom dia. Mas a noite chega e aparentemente eu volto no tempo. Sou chamada, saio de casa, gritos, choro, divórcio, aff...me chamam só pra eu testemunhar a briga. Aí vem o papo de "não aguento mais, vou me matar" e se de um lado eu "sei" que é só mais uma chantagem emocional ridícula por outro eu sei que pode ser verdade.
Daí o Robbin Williams se mata logo na segunda pra a pulga atrás da minha orelha ficar obesa!!!!!
Mas óbvio que passa, o divórcio nem é citado e o casal está em lua de mel. Só eu que reativei todos os terrores da infância...mas né? Quem liga?

E chega a quarta-feira e é dia de ir pra aula. E são mensagens no whatsapp dizendo que não dá, que vai dar mamadeira, que é desesperador, que ele só chora. E fim! Tiro a matéria também, assim que chego em casa. E começo a cogitar se não é melhor trancar a matrícula até o guri crescer ou me separar, afinal ser mãe solteira com alguém do lado é foda.....

E pra coroar teve Ravi caindo de cara no chão e ficando com roxo na testa e meu maldito siso inflamando.

Mas sabe qual a pior parte? Todo mundo precisa ser escutado, todo mundo quer ser escutado. Mas ninguém quer escutar...

Junta o fato de não ter ninguém disposto a me ajudar a conciliar faculdade com filho pequeno, com o fato de ninguém estar lá pra me ouvir e olha....

Não sei mais quanto eu aguento!


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