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sábado, 20 de junho de 2015

Os caminhos que me levam...

Você não sabe o quanto eu caminhei 
Pra chegar até aqui

Quanto mais estudo para elaborar o Projeto Eu Melhor (aliás, dia 02 de julho tá chegando, já foi lá, já se inscreveu pra receber os boletins?) mais tenho pensado no caminho que fiz pra chegar aqui.  Relembrando e ressignificando algumas passagens da minha vida, por exemplo, percebi que muitas coisas sempre estiveram claras diante dos meus olhos e eu simplesmente não notei. Muitas "perdas" na minha vida foram, de fato, ganhos. Sou muito grata por essas perdas, agora que entendi porque essas pessoas se foram.

A vida ensina e o tempo traz o tom 
Pra nascer uma canção 
Com a fé do dia a dia encontro a solução

Mas, não é esse o tema desse post. O post era sobre os caminhos que me trouxeram até aqui e que me levam onde eu quero (e preciso) chegar.
Decidi estudar psicologia ainda na infância, quando os pais de uma amiga se divorciaram e ela virou apenas sombra do que era. Naquela época eu pretendia estudar direito e psicologia e ser a advogada que fazia a diferença na vida das criançs, o tempo passou e a ideia de cursar duas faculdades de 5 anos de duração passou a me incomodar, começaria uma em 2005 e  a outra em 2010 e só teria terminado as 2 no fim de 2014...vish estaria com quase 27 anos, pra casa e ter filhos...velha já. (Vish 2) e então fui cedendo ao que diziam os outros, ao que pensavam os outros e abri mão dos meus sonhos...
Terminei o ensino médio em 2004, as vésperas de completar 17 anos e pedi aos meus pais um ano sabático, ano esse que me exclui da sociedade. Larguei cursos de idiomas, dança e profissionalizantes e passei esse ano inteiro entre computador, cama e  tv. Fazia uns bicos de explicadora e babá pra ter dinheiro, beijava na boca pra ter um hobby e assim cheguei aos 18...A pressão para fazer uma faculdade foi ficando pesada "Turismo" da dinheiro, "Biologia" é legal...e assim cursei turismo, que não foi uma gigante falta de tempo porque vivi momentos e fiz amizades que vou levar pra sempre. Ao mesmo tempo me tornava cristã católica praticante e fui levando, fui seguindo...até o dia da crise. Não era aquilo que eu queria, ali não era o meu lugar, aquela não era a minha vida! Eu queria ajudar as pessoas, eu queria ser a diferença!
Conversa com padre e com pai e tranca a matrícula. Quero fazer psicologia, mãe quer jornalismo, pai quer direito...seis meses de deliberação. Psicologia é mais caro que as outras, vou fazer jornalismo...Mas pera, empresa do papai é conveniada a uma universidade, bolsa de 30%...Psicologia it is.
E assim cheguei no que eu queria. E fui aprendendo e gostando e me apaixonando. Comecei a terapia e fui me conhecendo e me curando de tantas coisas e descobrindo outras tantas que me feriam sem nem eu saber. E me afastei da igreja, porque pregava coisas que não fazia e aquilo me aborrecia. E comecei a trabalhar e o encantamento só aumentou, mas faltava algo. O que vai ser? Trabalho  voluntário? Terapeuta me convida para mediar um grupo de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e isso me anima ainda mais. Infelizmente o projeto não foi pra frente e eu fiquei sem um projeto futuro pra fazer a diferença.
O tempo passou e eu sofri calado, não deu pra tirar ela do pensamento¹, não pera...o tempo passou, engravidei, sofri, amadureci e veio o desejo de trabalhar em maternidades, me especializar em trabalhar com gestantes e puérperas, "é isso serei doula", três doulandas por vez uma de cada trimestre, vai ser lindo. Psicóloga e doula, vou ser diferente, vou ser a diferença. Mas ainda faltava um je ne sais quoi² e bateu a crise. Eu me sentia estagnada, eu não estava fazendo a diferença, eu não estava saindo do lugar! Aqui aconteceu um momento fofo, comentei com o marido que queria fazer a diferença na vida das pessoas antes de partir, queria mudar ao menos uma vida pra que minha missão estivesse completa e ele disse que eu havia feito a diferença na dele  (todos dizem oooown) e foi aí que as coisas entraram no rumo, por providencia divina eu conheci o trabalho da Paula Abreu, fiz o curso Paixão Modo de Usar ao mesmo tempo que me aventura na leitura de mais um livro da Rhonda Byrnes, vou me matricular num curso de arteterapia e vejo que tem um de introdução ao coach pelo mesmo preço e sem pensar muito lá vou eu pegar um caminho diferente. O meu caminho! Eu percebo que posso fazer a diferença na vida das pessoas, de verdade...eu posso ajudar as pessoas. E é assim que me vejo estudando PNL, buscando formações, criando o Projeto Eu Melhor e já pensando em como juntar as 2 coisas o couch e doula, mas isso é projeto futuro...
Um passo de cada vez....



Você não sabe o quanto eu caminhei 
Pra chegar até aqui


¹ Covite de Casamento - Gian e Giovani
² Expressão francesa que significa "eu não sei o que"

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